PeríodoTemaEvento
A Idade Moderna é o período que vai da Queda de Constantinopla em 1453 (alguns historiadores discordam dessa data, preferindo adotar a chegada de Cristóvão Colombo à América em 1492) até a Revolução Francesa em 1789. Entre os principais fatos dessa fase estão: as Grandes Navegações e as Descobertas Marítimas; terceira e última etapa da Renascença (Cinquecento); o Absolutismo, o Despotismo Esclarecido e o Mercantilismo; a Reforma Protestante, a Contra-Reforma Católica e as Guerras Religiosas; as Revoluções Inglesas do século XVII (Puritana e Gloriosa); o Iluminismo; a Guerra dos Sete Anos; a primeira fase da Revolução Industrial e a Guerra da Independência dos Estados Unidos.
17 de julho, 1453Guerra dos Cem AnosBatalha de Castillon: franceses retomam a cidade de Bordeaux e consumam a expulsão dos ingleses de todo o território francês, com exceção da cidade de Calais, no norte do país, que ainda permanece sob domínio inglês até 1558. Fim da Guerra.
1453AlemanhaPrimeira Bíblia impressa por Gutenberg em Mainz (Moguncia).
1454ItáliaPaz de Lodi: acordo entre as famílias governantes das duas principais cidades-estado italianas (Medici em Florença e Sforza em Milão) faz cessar as hostilidades e traz estabilidade para o norte da Península Itálica.
1455Inglaterra / Guerra das Duas RosasTem início a Guerra das Duas Rosas, longa e extenuante disputa pelo trono que se estendeu por 30 anos (1455 a 1485) colocando frente a frente duas famílias nobres: os Lancaster (brasão com uma rosa vermelha) e os York (brasão com uma rosa branca).
A causa principal desta guerra civil foi o forte descontentamento por parte da nobreza com o rei Henrique VI (Lancaster) devido à derrota inglesa na Guerra dos Cem Anos e à conseqüente perda das possessões na França. O conflito foi também facilitado pela grande disponibilidade de soldados recém retornados que não desejavam outra atividade que não fosse guerrear.
1460Grandes Navegações / PortugalMorre o Infante D. Henrique, cognominado Henrique, o Navegador, grande incentivador das navegações portuguesas.
1462Grandes Navegações / PortugalDiogo Gomes descobre a primeira das ilhas de Cabo Verde, na costa africana.
1462 a 1505RússiaReinado de Ivan III, cognominado de Ivan, o Grande.
outubro, 1469EspanhaCasamento de Isabel de Castela com Fernão de Aragão abre caminho para a unificação do país. Os dois passariam a ser chamados de "reis católicos".
1471Grandes Navegações / PortugalNavegadores João de Santarém e Pedro Escobar descobrem as Ilhas de São Tomé e Príncipe, localizadas no Golfo de Guiné, próximo à linha do Equador.
1472Grandes Navegações / Portugal / AméricaJoão Vaz Corte-Real descobre a Terra Nova (Newfoundland) no atual Canadá. Parece ter sido o primeiro navegador europeu dos tempos modernos a chegar à costa americana, vinte anos antes de Cristovão Colombo.
Cabe lembrar que, por volta do ano 1000, os vikings já tinham estado na América, quando fundaram uma colônia (Vinland) no litoral do atual Canadá.
1478Inquisição / EspanhaPapa Xisto IV autoriza a instalação do Tribunal da Inquisição na Espanha tendo como objetivo principal a eliminação de judeus e cristãos-novos (judeus convertidos) da Península Ibérica. Essa medida vem a beneficiar sobremaneira os cofres do governo, já que é permitido à Coroa angariar para si todos os bens confiscados dos condenados pela Inquisição.
A Inquisição na Espanha, autorizada pela Igreja, mas verdadeiramente conduzida pelo próprio rei, foi muito mais violenta do que a Inquisição medieval.
1482Grandes Navegações / PortugalFundação da Fortaleza de São Jorge da Mina no Golfo da Guiné, onde hoje fica Gana. O objetivo desse forte era controlar a navegação e o comércio portugueses na costa ocidental da África.
1483Grandes Navegações / PortugalDiogo Cão descobre a foz do Rio Congo.
1483Inquisição / EspanhaTomás de Torquemada, chefe do mosteiro dominicano de Santa Cruz em Segóvia, é designado inquisidor geral na Espanha. Devido à sua intolerância e crueldade, passou à História como um dos principais exemplos do fanatismo religioso.
1484Grandes Navegações / PortugalCristóvão Colombo, navegador genovês, propõe ao rei de Portugal chegar à India navegando pelo ocidente.
agosto, 1485Inglaterra / Guerra das Duas RosasHenrique Tudor, último Lancaster pretendente ao trono, derrota o rei Ricardo III (York) na Batalha de Bosworth Field, marcando o fim da Guerra das Duas Rosas. Assume o trono como Henrique VII e se casa com uma filha de Eduardo IV (rei York que havia sido deposto), unindo as duas casas reais em confronto. Tem início a linhagem dos Tudor.
Essa guerra marcou o fim do feudalismo inglês, pois a nobreza, extremamente enfraquecida pelas inúmeras perdas humanas e territoriais sofridas nesse período, não ofereceu qualquer resistência ao advento do absolutismo com a dinastia Tudor.
Absolutismo era o sistema de governo em que os soberanos assumiam poderes absolutos sem quaisquer restrições ou qualquer participação do cidadão na vida pública. O Absolutismo era considerado "o direito divino dos reis", ou seja, a autoridade dos reis provinha de Deus e só a Ele os monarcas deviam obediência. O exemplo clássico do Absolutismo é a frase atribuída a Luís XIV: "L'État c'est moi" (O Estado sou eu).
Principais governantes absolutistas:

-- Henrique VIII (1509-1547) e Elizabeth I (1558-1603) na Inglaterra;
-- Luís XIII (1610-1643), Luís XIV (1643-1715) e Luís XV (1715-1774) na França;
-- Frederico Guilherme (1713-1740) e Frederico II (Frederico, o Grande) (1740-1786) na Prússia;
-- Maria Teresa (1717-1780) e José II (1780-1790) na Áustria;
-- Ivan, o Terrível (1547-1584), Pedro, o Grande (1682-1725) e Catarina II, a Grande (1762-1796) na Rússia.
Principais teóricos defensores do Absolutismo:

- Maquiavel (1469-1527), autor de "O Príncipe";
- Thomas Hobbes (1588-1679), autor de "Leviatã"
- Bossuet (1627-1704), autor de "A Política segundo a Sagrada Escritura".
1488Grandes Navegações / PortugalNavegador Bartolomeu Dias contorna o Cabo das Tormentas (posteriormente, denominado Cabo da Boa Esperança), importante etapa na busca do caminho marítimo para as Índias.
02 de janeiro, 1492EspanhaCidade de Granada, último enclave mourisco na Espanha, se rende aos reis católicos, Fernão e Isabel. É o fim dos quase oito séculos de civilização árabe na Europa.
Civilização Árabe na Europa - Visão Geral
As realizações culturais e científicas dos árabes nesse período foram bastante significativas. Entre os fatores que propiciaram tal desenvolvimento, cabe mencionar a herança intelectual grega que os árabes obtiveram ao conquistar a Síria e a Pérsia, países onde o conhecimento grego ainda era bem forte.

Ciências: certamente foi a área na qual os árabes mais avançaram. Na Matemática (Álgebra, Geometria e Trigonometria), na Astronomia, na Química, na Física e na Medicina , eles deixaram um notável legado. Embora não tenham inventado os "algarismos arábicos", foram eles os responsáveis pela adaptação e introdução desse sistema hindu no Ocidente. Foi também através dos árabes que a Europa teve conhecimento de novas tecnologias como a bússola, o astrolábio e o papel, todos provenientes da China. Na Química, descobriram várias substâncias como o álcool e o ácido sulfúrico. Na Astronomia, identificaram estrelas, construiram observatórios e desenvolveram um calendário muito preciso.

Arte: a Arquitetura foi a principal manifestação artística dos árabes. Como a religião islâmica proibia a representação de figuras humanas, a Pintura e a Escultura praticamente não se desenvolveram. A extensa obra arquitetônica dos árabes incluía mesquitas, palácios, bibliotecas, hospitais, mansões, etc. As principais características dessas obras eram as cúpulas em formato de bulbos, os arcos em forma de ferradura, colunas torcidas e minaretes.

Literatura: os melhores exemplos são a coleção das "Mil e Uma Noites" e o "Rubayat" de Omar Khayam.

Filosofia: o maior expoente foi Averroes de Córdoba que traduziu Aristóteles para o árabe e exerceu grande influência nos escolásticos do século XIII.

Comércio e Indústria: com seus navios e em caravanas de camelos os mercadores árabes se deslocavam até lugares longínquos como a Índia, China, África Equatorial, Rússia. Já naquela época, faziam uso de instrumentos comerciais do mundo moderno como cheques, cartas de crédito, empresas de capital em quotas, etc. Quanto à indústria, havia cidades especializadas na produção de vários tipos de manufatura, como tecidos, vidros, jóias, cerâmicas, lâminas, etc.

Agricultura: pode-se afirmar que, em nenhum outro povo da era medieval, a Agricultura tenha atingido um nível tão alto quanto entre os árabes. Difundiram o cultivo de muitos produtos como o arroz, o algodão, a cana-de-açúcar, as frutas (laranja, limão, damasco, pêssego) entre muitos outros. Através de intenso uso de irrigação, conseguiram transformar terras áridas em áreas extremamente férteis.

Vocabulário: a influência da civilização muçulmana pode bem ser avaliada pela grande quantidade de vocábulos de origem árabe em uso nas principais línguas europeias. Tomando como exemplo a língua portuguesa, pode-se citar entre muitas outras: açougue, açúcar, açude, alcachofra, alcaparra, alcatrão, alcunha, aldeia, alface, alfaiate, alfândega, alfazema, alfinete, algarismo, algazarra, álgebra, algodão, algoritmo, álcool, alicate, almanaque, almofada, almoxarifado, berinjela, bússola, cenoura, cifra, garrafa, marfim, máscara, quilate, taça, tâmara, tarefa, tarifa, xadrez, xarope, zero.
março, 1492EspanhaJudeus e muçulmanos são obrigados a decidirem entre a conversão ao Catolicismo ou exílio. Enquanto os mouros optaram, em sua maioria, pela conversão (praticando sua religião em segredo e muitos sendo condenados pela Inquisição), os judeus preferiram emigrar em massa. São os chamados judeus sefarditas (palavra originada do termo hebraico para designar a Península Ibérica), que se espalharam por vários lugares do mundo.
abril, 1492Grandes Navegações / EspanhaCristóvão Colombo consegue aprovação da rainha Isabel de Castela para o seu plano de chegar à Ásia navegando em direção ao ocidente através do Atlântico.
03 de agosto, 1492Grandes Navegações / EspanhaPrimeira expedição de Cristóvão Colombo parte do porto de Palos (próximo à cidade de Huelva), na Espanha, com cem homens distribuídos em três caravelas: "Santa Maria", "Pinta" e "Niña".
12 de outubro, 1492Grandes Navegações / Espanha / AméricaDescobrimento da América: frota de Colombo chega a uma ilha do Caribe, provavelmente a Ilha de San Salvador (Guanahani), nas Bahamas. Nessa mesma viagem, Colombo descobre também as ilhas de Cuba e Hispaniola (onde hoje se localizam o Haiti e a República Dominicana), fundando aí o Forte de Natividad, primeiro estabelecimento europeu na América.
Embora essa primeira viagem de Colombo marque, oficialmente, o descobrimento da América pelos europeus, deve-se lembrar que os vikings, chefiados por Leif Ericson, já tinham chegado a esse continente muito tempo antes (cerca do ano 1000). Outro fato curioso a ser destacado é que Colombo acreditava ter chegado às Índias e não a um novo continente, ficando até a sua morte convicto desta idéia. Foi o navegador florentino Américo Vespúcio quem começou a difundir na Europa a teoria de que as terras encontradas pertenciam a um continente até então desconhecido. Daí a pouco, os cartógrafos passaram a designar essas novas terras de América, em alusão ao nome do navegador. Para alguns historiadores a chegada de Colombo à América foi o evento que marcou o fim da Idade Média e o início da Moderna e não a Queda de Constantinopla em 1453, como prefere a maioria.
1493 a 1494Grandes Navegações / Espanha / AméricaSegunda viagem de Cristóvão Colombo: desta vez ele parte do porto de Cádis a 25 de setembro de 1493 com 17 caravelas e 1500 homens. Descobre a Jamaica e funda, na Ilha de Hispaniola, a primeira povoação europeia na América - La Isabela - construída sobre as ruínas do Forte de Natividad, que havia sido destruído pelos índios.
1494 a 1498ItáliaGoverno de Girolamo Savonarola, padre dominicano e fanático religioso que instaurou uma ditadura teocrática em Florença. Combateu o movimento Renascentista, ordenando a queima de livros e a destruição de inúmeras obras de arte. Foi excomungado pelo Papa Alexandre VI e condenado à morte. Savonarola e dois frades leais a ele foram enforcados e queimados em 23 de maio de 1498 na mesma praça onde havia sido realizada a famigerada "Fogueira das Vaidades".
Fogueira das Vaidades é nome pelo qual ficou conhecida a grande queima de objetos, ordenada por Savonarola, ocorrida na Piazza della Signoria, em Florença, no dia 7 de fevereiro de 1497. Savonarola e discípulos atearam fogo a milhares de objetos considerados pecaminosos ou mundanos como quadros (nus ou temas mitológicos, entre eles algumas obras de Botticelli), livros, jogos, instrumentos musicais, jóias, espelhos, pentes, perfumes, cosméticos, etc.
junho, 1494Espanha / PortugalAssinatura do Tratado de Tordesilhas entre o Reino de Portugal e a Coroa de Castela (futura Espanha) que estabelecia uma divisão das terras descobertas e a descobrir fora da Europa entre os dois reinos. A linha de demarcação era um meridiano passando a 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no Arquipélago de Cabo Verde, sendo portuguesas as terras a leste desta linha imaginária e espanholas aquelas a oeste. Esse acordo foi firmado na cidade espanhola de Tordesilhas sob os auspícios do papa Alexandre VI.
1495 a 1497ItáliaPeríodo em que foi pintada "A Última Ceia" de Leonardo da Vinci (1452-1519). O quadro é um afresco (pintura sobre parede) feito no Convento de Santa Maria delle Grazie em Milão.
1495 a 1521PortugalReinado de D. Manuel I, cognominado "o Venturoso", devido aos grandes acontecimentos ocorridos neste período. Foi a fase áurea da história de Portugal.
Fase áurea de Portugal: entre os grandes feitos desta época, citam-se a chegada de Vasco da Gama às Índias pelo caminho marítimo contornando a África; o descobrimento do Brasil por Pedro Álvares Cabral e a chegada de Gaspar Corte Real à Terra Nova, no Canadá. As riquezas trazidas do Oriente fizeram prosperar Lisboa e todo o reino de Portugal, sendo erguidas suntuosas construções como o Mosteiro dos Jerônimos e a Torre de Belém. Após D. Manuel, Portugal entrou em um longo processo de decadência.
Intolerância religiosa: mas, o reinado de D. Manuel foi também marcado por fatos lamentáveis de intolerância como a cruel perseguição a judeus e muçulmanos e a solicitação ao papa para instalar a Inquisição no país. Em 1497, teve inicio um movimento de conversões forçadas ao Catolicismo (as pessoas convertidas eram chamadas de cristãos-novos). Depois, em 1506, houve um brutal massacre de judeus em Lisboa, praticado por uma turba fanática, calculando-se entre dois a quatro mil o número de judeus dizimados.
1497 a 1498Grandes Navegações / Inglaterra / AméricaGiovanni Caboto (John Cabot), navegador italiano a serviço da Inglaterra, parte do porto de Bristol, a bordo do navio "Matthew" e chega na Terra Nova (Newfoundland), ao sul da península do Labrador, no atual Canadá, local já alcançado pelo português Corte-Real em 1472.
1498Grandes Navegações / Portugal / BrasilFortes indícios de que o navegador português Duarte Pacheco Pereira teria aportado neste ano no norte do Brasil entre o Maranhão e o Pará, tendo alcançado a Ilha de Marajó e a foz do Rio Amazonas.
Acredita-se que o motivo pelo qual essa viagem não tenha tido registro nos anais portugueses era por se tratar de uma missão secreta organizada pelo rei D. Manuel para explorar regiões que pertenceriam à Espanha segundo o Tratado de Tordesilhas.
20 de maio, 1498Grandes Navegações / Portugal / ÍndiaDescoberta do caminho marítimo para a Índia: Vasco da Gama chega com quatro navios ("São Gabriel", "São Rafael", "Bérrio" e uma nau de mantimentos) à cidade indiana de Calicute, após contornar a África. A frota havia partido de Lisboa a 8 de julho de 1497.

1498 a 1500Grandes Navegações / Espanha / AméricaTerceira viagem de Cristóvão Colombo: frota composta por seis caravelas parte de Sevilha, a 30 de maio de 1498, seguindo por duas rotas: a primeira, diretamente para a Ilha de Hispaniola; a outra ruma para sudoeste e descobre a Ilha de Trinidad e a foz do Rio Orenoco, na costa da Venezuela.
1499 a 1500Grandes Navegações / Espanha / AméricaAlonso de Ojeda com três caravelas, acompanhado pelo navegador florentino Américo Vespúcio e pelo cosmógrafo Juan de la Cosa, explora a costa sul-americana entre as Guianas e o Lago Maracaibo.
1500Grandes Navegações / Portugal / AméricaNavegador Gaspar Corte-Real, filho de João Vaz Corte-Real, empreende viagem às costas do atual Canadá (Terra Nova). Em 1501, em outra viagem à América, desaparece ao se aventurar muito para o norte. Em 1502, seu irmão Miguel Corte-Real parte em uma expedição à sua procura e também nunca mais é visto.
26 de janeiro, 1500Grandes Navegações / Espanha / BrasilVincente Pinzón, com quatro caravelas e cerca de 150 homens, chega a um cabo ao qual dá o nome de "Santa Maria de la Consolación" (acredita-se que esse local esteja situado na região de Mucuripe, no litoral do Ceará). Nessa viagem, Pinzón chegou até a foz do Rio Amazonas que chamou de "Santa Maria de la Mar Dulce" por acreditar tratar-se de um braço do mar.
O primeiro europeu a alcançar a foz do Rio Amazonas pode não ter sido Pinzón, mas sim o português Duarte Pacheco Pereira, dois anos antes.
fevereiro a maio, 1500Grandes Navegações / Espanha / BrasilDiego de Lepe com uma frota de três caravelas percorre um trecho do litoral norte do Brasil. Supõem-se que tenha aportado, primeiramente, no Cabo Santo Agostinho em Pernambuco ou no Cabo São Roque no Rio Grande do Norte.
9 de março, 1500Grandes Navegações / Portugal / ÍndiaPedro Álvares Cabral parte de Lisboa com uma frota de 13 navios e 1500 homens, tendo como objetivo instalar uma feitoria portuguesa em Calicute, na costa ocidental da Índia.
A frota de Cabral era constituída de 9 naus, 3 caravelas e uma naveta de mantimentos. Não se sabe, ao certo, os nomes dos navios, pois possivelmente os registros tenham sido destruídos no incêndio de Lisboa de 1580 ou no terrível terremoto de 1755. Acredita-se que a nau de Cabral tenha sido a "São Gabriel", a mesma de Vasco da Gama em 1498. A sota-capitânia (segunda em importância) parece ter sido a "El-Rei", comandada por Sancho de Tovar. Alguns historiadores afirmam que entre as embarcações estavam as naus "Santa Cruz", "Espírito Santo", "Flor de la Mar", "Vitória" e "Espera".
22 de abril, 1500Grandes Navegações / Portugal / BrasilCabral avista o Monte Pascoal no sul da Bahia, evento que marca a descoberta oficial do Brasil, na ocasião considerado apenas uma ilha: Ilha de Vera Cruz.
02 de maio, 1500Grandes Navegações / Portugal / ÍndiaFrota de Cabral segue sua viagem para a Índia. Uma pequena nau de mantimentos, comandada por Gaspar de Lemos, retorna a Portugal para levar a notícia do descobrimento, feito relatado em diversas cartas, sendo a mais famosa a de Pero Vaz de Caminha, escrivão da frota. Essa nau chega em Lisboa em julho de 1500.
As únicas cartas que restaram, além da de Pero Vaz de Caminha, foram a "Carta do Mestre João", médico e astrônomo da frota de Cabral, e a "Relação do Piloto Anônimo" de autor desconhecido e que foi publicada em 1507, em italiano, em uma coletânea de cartas de viagem elaborada por Fracanzano de Montalboddo, um professor da cidade de Vicenza, na Itália.
23 de maio, 1500Grandes Navegações / PortugalFrota de Cabral, a caminho da Índia, enfrenta violenta tempestade ao contornar o Cabo da Boa Esperança. Quatro embarcações vão a pique, entre elas a caravela de Bartolomeu Dias, o descobridor do cabo. Mais de 300 homens morrem na tormenta.
1500 a 1550RenascençaCinquecento: terceira e última fase da Renascença: período em que se destacam na pintura e escultura Leonardo da Vinci (1452-1519); Michelangelo Buonarroti (1475-1564) e Rafael Sanzio (1483-1520).
Nessa época, Florença, após sofrer com o governo do fanático Savonarola, perdeu para Roma o status de cidade culturalmente mais importante da Renascença.