Período (d.C.)TemaEvento
maio de 1501 a setembro de 1502Expedições Exploratórias PortuguesasPrimeira viagem de exploração do litoral brasileiro: expedição, comandada por Gaspar de Lemos e com a presença de Américo Vespúcio, era constituída por três caravelas.
Entre os principais pontos da costa brasileira que foram alcançados e nomeados nesta viagem, estavam: Ilha de São João (posteriormente, batizada de Fernando de Noronha); litoral do Rio Grande do Norte, Cabo de Santo Agostinho, foz do Rio São Francisco, Baía de Todos os Santos (1 de novembro de 1501); Baía de Guanabara (confundida com a foz de um rio foi, por isso designada Rio de Janeiro, 1 de janeiro de 1502); Angra dos Reis (6 de janeiro de 1502) e Ilha de São Vicente (22 de janeiro, 1502).
Gaspar de Lemos havia sido o navegador da frota de Cabral que levou a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil.

Américo Vespúcio foi o navegador florentino responsável por divulgar na Europa que Cristóvão Colombo havia chegado a um novo continente, e não às Índias, como acreditava o próprio piloto genovês. Por isso os cartógrafos passaram a designar estas novas terras de América, em alusão ao seu nome. Américo Vespúcio já estivera na América do Sul anteriormente com a frota do espanhol Alonso de Ojeda (1499 a 1500). Depois de participar da expedição de Gaspar de Lemos em 1501, ele retornaria em 1503, na viagem de Gonçalo Coelho.
junho de 1503 a maio de 1504Expedições Exploratórias PortuguesasSegunda viagem exploratória: esta expedição, financiada por comerciantes portugueses e formada por seis caravelas, foi comandada por Gonçalo Coelho e contou novamente com a presença de Américo Vespúcio. Retornou a Portugal com um carregamento de pau-brasil, árvore abundante na costa brasileira e da qual se extraía uma tintura vermelha extremamente cobiçada pela indústria têxtil. Tinha início, então, o chamado "ciclo do pau-brasil".
O "Ciclo do Pau-Brasil" foi a primeira atividade econômica do território recém-descoberto e, por muito tempo, o único interesse que Portugal tinha nestas novas terras. O pau-brasil era uma árvore que existia em grande quantidade junto ao litoral, o que facilitava sua localização, corte e embarque. Era encontrado desde o atual estado do Rio Grande do Norte até o Rio de Janeiro, sendo três os principais pontos de concentração: proximidades da Ilha de Itamaracá em Pernambuco; sul da Bahia, perto de Porto Seguro e na região que se estende do Rio de Janeiro a Cabo Frio. Sua extração desenfreada durante o primeiro século de colonização do Brasil quase levou à extinção completa dessa espécie vegetal, estimando-se em cerca de 2 milhões o número de árvores derrubadas.
junho de 1503 a maio de 1505Expedições FrancesasViagem do navio francês "L'Espoir" ao Brasil: partindo do porto de Honfleur, na Normandia, sob o comando de Binot Paulmier de Gonneville e 60 marinheiros, o navio aportou, primeiramente, na foz de um rio, depois chamado de São Francisco do Sul, no litoral norte do atual estado de Santa Catarina. Lá os franceses estabeleceram contato com os índios carijós permanecendo 6 meses no local.
No retorno à Europa, a expedição de Binot de Gonneville ancorou na foz do rio Paraíba do Sul (divisa dos atuais estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo), de onde a tripulação teve que fugir dos ferozes índios goitacases e depois aportou na Baía de Todos os Santos. Esse foi o primeiro contato dos franceses com o Brasil. A partir de então, muitos navios procedentes da Normandia e da Bretanha viriam a aportar em diversas localidades do litoral brasileiro em busca do pau-brasil.
1504As terras descobertas por Pedro Álvares Cabral recebem o nome de "Brasil". Anteriormente, fora chamada de Ilha de Vera Cruz e Terra de Santa Cruz.
A origem do nome "Brasil" está cercada de controvérsias. Embora a tradição afirme que o nome se deva à árvore pau-brasil, muitos mapas dos séculos XIV e XV indicam a existência de uma ilha, a oeste dos Açores, denominada Brasil. Alguns pesquisadores afirmam que a palavra é de origem celta; havendo mesmo alguns que dizem tratar-se de um vocábulo fenício.
fevereiro, 1504Capitanias HereditáriasDom Manuel, rei de Portugal, doa a ilha de São João ao fidalgo e comerciante Fernando de Noronha.
Esta doação marcou a primeira experiência do regime de "Capitanias Hereditárias" em território brasileiro, sistema que já havia sido implantado, anteriormente, nas ilhas da Madeira e Cabo Verde.
fevereiro a outubro, 1511Ciclo do Pau-BrasilViagem da nau "Bretoa" com objetivo de obter carregamento de pau-brasil. Tendo como capitão Cristóvão Pires e uma tripulação de 26 homens, o navio fundeou, primeiramente, na Baía de Todos os Santos e depois em Cabo Frio. Retornou a Portugal com mais de 100 toneladas de pau-brasil (cerca de 5 mil toras), além de papagaios, felinos e macacos.
1515 a 1516Expedições EspanholasNavegador espanhol Juan Díaz de Solis, em busca de uma ligação entre os oceanos Atlântico e o Pacífico, percorre parte da costa brasileira (esteve em São Francisco do Sul, antes visitada pelos franceses da expedição de Binot de Gonneville) e litoral do atual Uruguai, descobrindo o Rio da Prata, a quem chama de "Mar Dulce", por confundí-lo com um braço de mar.
1516 a 1519Ciclo do Pau-BrasilCristóvão Jacques, português que estivera aqui em 1503 na expedição de Gonçalo Coelho, é encarregado de patrulhar as costas brasileiras com duas caravelas. Sua missão era impedir as incursões francesas em busca de pau-brasil, frequentes nessa época.
1524Expedições Exploratórias PortuguesasExpedição de Aleixo Garcia parte do litoral de Santa Catarina com um exército de índios carijós em direção às riquezas dos incas no Peru. Na fronteira do Império Inca atacam vilarejos e saqueiam peças de prata e estanho. Ao retornar, Aleixo Garcia e centenas de companheiros são mortos em luta contra os ferozes índios paiaguás
1526 a 1527Ciclo do Pau-BrasilSegunda expedição de Cristóvão Jacques para patrulhamento da costa brasileira, agora com uma frota de seis navios. Em 1527, aprisionou três galeões franceses na Bahia.
dezembro, 1530Expedição ColonizadoraMartim Afonso de Sousa parte de Lisboa com cinco navios e cerca de 400 pessoas tendo como objetivo principal dar início ao verdadeiro povoamento do Brasil. Além de militares, agricultores e artesãos, vieram animais domésticos, ferramentas e sementes. A frota aportou em Pernambuco em fevereiro de 1531.
1531Expedições Exploratórias PortuguesasExpedição comandada por Pero Lobo parte de Cananeia em busca dos tesouros dos Incas no Peru. Assim como aconteceu com Aleixo Garcia, todos são exterminados pelos índios paiaguás próximo à região onde o rio Iguaçu desemboca no rio Paraná.
Essas primeiras expedições, financiadas por autoridades governamentais, eram chamadas de "entradas". Saíam do litoral em direção ao interior com objetivo principal de fazer o mapeamento do território brasileiro. Mais tarde, a partir do início do século XVII, surgiram as "bandeiras", expedições patrocinadas por particulares, principalmente paulistas, visando unicamente a obtenção de lucros. Inicialmente, os bandeirantes buscavam encontrar minas de ouro, prata e pedras preciosas; depois passaram a capturar índios para serem vendidos aos fazendeiros.
setembro, 1531Expedições FrancesasNau francesa "La Pelérine", em viagem de retorno à França, é capturada por uma esquadra portuguesa próximo à cidade de Málaga, na Espanha, com um enorme carregamento de pau-brasil.
22 de janeiro, 1532PovoamentoMartim Afonso de Sousa funda a primeira vila brasileira: São Vicente, no litoral do atual estado de São Paulo, onde foi instalado o primeiro engenho de açúcar dando início ao Ciclo da Cana de Açúcar.
Ciclo da Cana de AçúcarPeríodo entre meados do século XVI a meados do século XVIII, quando a cana-de-açúcar era a maior riqueza agrícola do país e a base da economia colonial. Pernambuco, Bahia e São Vicente eram as principais capitanias produtoras, sendo o açúcar basicamente voltado para exportação. O trabalho nas fazendas e engenhos se utilizava intensamente de mão de obra escrava, principalmente africanos (a participação indígena era bem menor).
1534 Capitanias HereditáriasD. João III implanta o sistema de "Capitanias Hereditárias" em todo o território brasileiro.
Inicialmente, foram estabelecidas 15 capitanias, faixas de terra dispostas longitudinalmente entre o Atlântico e o Meridiano de Tordesilhas. Eram elas: Maranhão (primeira seção); Maranhão (segunda seção); Ceará; Rio Grande; Itamaracá; Pernambuco; Baía de Todos os Santos; Ilhéus; Porto Seguro; Espírito Santo; São Tomé; São Vicente (primeira seção); Santo Amaro; São Vicente (segunda seção); Santana.
1535PovoamentoFundação da vila de Vitória por Vasco Fernandes Coutinho, primeiro donatário da capitania do Espírito Santo.
1535PovoamentoFundação da vila de Olinda por Duarte Coelho Pereira, primeiro donatário da capitania de Pernambuco.
1541 a 1542Expedições EspanholasFrancisco de Orellana, explorador espanhol, torna-se o primeiro europeu a navegar o rio Amazonas em toda sua extensão desde os Andes até o Atlântico.
1548EscravaturaChegada da primeira grande leva de escravos africanos ao Brasil.
Os portugueses, que já traficavam escravos na costa africana antes do descobrimento do Brasil, iniciaram o tráfico negreiro da África para o Brasil, visando a obtenção de mão-de-obra barata e abundante para a indústria canavieira, já que as tentativas de escravização dos indígenas se mostraram inviáveis.
1548Governo GeralD.João III estabelece o "Governo Geral" no Brasil.
Este novo tipo de governo foi criado em decorrência do fracasso do regime das Capitanias Hereditárias (das quinze capitanias iniciais apenas Pernambuco e São Vicente prosperaram devido ao cultivo da cana-de-açúcar). Nesse novo sistema, os donatários das capitanias ficaram subordinados aos governadores-gerais.
março, 1549Governo GeralTomé de Sousa, nomeado primeiro governador geral do Brasil (1549 - 1553), chega com sua comitiva à Bahia em uma frota de seis embarcações. Um dos seus primeiros atos foi oficializar a fundação da cidade de Salvador.
Chegam nesta frota os primeiros jesuítas, entre eles o padre Manuel da Nóbrega.
junho, 1553Governo GeralDuarte da Costa assume como segundo governador geral do Brasil (1553-1558).
janeiro, 1554PovoamentoJesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega fundam no planalto paulista o Colégio de São Paulo de Piratininga destinado à catequese dos índios. Este ato marca também a fundação da vila de mesmo nome, embrião da cidade de São Paulo.
novembro, 1555França AntárticaFranceses, comandados pelo almirante Nicolas Durand de Villegaignon, invadem a Baía de Guanabara e fundam a colônia denominada "França Antártica", na Ilha de Serigipe (atual Ilha de Villegaignon). A primeira construção foi o Forte Coligny, que recebeu este nome em homenagem ao almirante Gaspard de Coligny, ministro do rei Henrique II e um dos principais incentivadores do projeto.
Esta expedição francesa havia partido do porto de Dieppe na Normandia em agosto de 1555 com 3 navios e cerca de 600 pessoas.
O Almirante Coligny, depois convertido ao protestantismo, foi morto na terrível Noite de São Bartolomeu, em Paris (24 de agosto de 1572).
julho, 1556Primeiro BispoPero Fernandes Sardinha, primeiro bispo do Brasil, é morto e devorado pelos índios caetés, quando o navio que o levava de volta a Portugal naufraga nas costas de Alagoas.
1558Governo GeralMem de Sá toma posse como terceiro governador geral do Brasil (1558-1572).
outubro, 1558França AntárticaVillegaignon retorna à França e deixa seu sobrinho Bois-le-Comte à frente da colônia francesa da Baía de Guanabara.
março, 1560França AntárticaPortugueses, comandados por Mem de Sá, destroem o Forte Coligny.
1 de março, 1565PovoamentoEstácio de Sá, sobrinho do governador-geral Mem de Sá, funda a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, numa área situada entre dois morros: o Cara de Cão e o Pão de Açúcar.
janeiro, 1567PovoamentoEstácio de Sá derrota, definitivamente, os franceses e transfere a cidade do Rio de Janeiro para o Morro do Castelo.
Na luta contra os franceses e os indígenas seus aliados, Estácio de Sá é ferido por uma flecha e vem a falecer um mês depois (fevereiro de 1567).
setembro, 1571Governo GeralO navio trazendo D. Luis de Vasconcelos, nomeado quarto governador-geral do Brasil, é atacado na altura das Ilhas Canárias por piratas franceses, vindo a falecer nesse combate o futuro governador.
1572Governo GeralDivisão do Brasil em dois governos gerais: um ao norte, sediado em Salvador, e outro ao sul, no Rio de Janeiro. Os primeiros governadores foram Luis Brito e Almeida no norte e Antônio Salema no sul.
1578Governo GeralGoverno é reunificado com sede em Salvador, tendo Lourenço da Veiga como governador-geral.
1580Domínio EspanholCom a morte do rei português Cardeal D. Henrique sem deixar descendente direto, Portugal e Brasil, passam ao domínio espanhol.
O domínio espanhol sobre Portugal e Brasil duraria 60 anos, somente se extinguindo em 1640, quando Portugal viria a recuperar sua independência com a fundação da dinastia de Bragança por D. João IV.
c. 1580EscravaturaPrimeiras referências ao quilombo de Palmares no atual estado de Alagoas.
Quilombos eram esconderijos onde se abrigavam os escravos fugidos. O mais famoso de todos foi o de Palmares que recebeu fugitivos de vários locais, principalmente de engenhos e fazendas localizados em Pernambuco e na Bahia. Durante o período de domínio holandês no Nordeste, os quilombos prosperaram bastante, mas após a sua expulsão, foram, pouco a pouco, sendo exterminados. O quilombo de Palmares durou mais de cem anos. Somente foi derrotado após a captura e execução de seu último e mais famoso líder, Zumbi, em 1695.
agosto, 1585PovoamentoFundação da cidade de Nossa Senhora das Neves, atual João Pessoa, na foz do rio Paraíba, pelo português João Tavares. Esta cidade teve vários nomes: Filipeia de Nossa Senhora das Neves (1588); Frederikstad (durante o domínio holandês - 1634 a 1654); Cidade da Parahyba (1654) e finalmente João Pessoa (a partir de 1930).
julho, 1591Inquisição no BrasilChega à Bahia, Heitor Furtado de Mendonça, primeiro visitador do Santo Ofício da Inquisição no Brasil.
No Brasil, nunca se estabeleceu um tribunal oficial da Inquisição. Todos os presos eram julgados pelo tribunal de Lisboa. Heitor Furtado de Mendonça realizou seu trabalho no período de 1591 a 1595, principalmente na Bahia e Pernambuco, onde coletou centenas de denúncias e confissões. As perseguições inquisitoriais no Brasil tiveram seu ápice no início do século XVIII, sendo a maior parte dos prisioneiros composta de cristãos-novos, nome dado aos judeus convertidos ao catolicismo.
dezembro, 1591Incursões InglesasCorsário inglês Thomas Cavendish ocupa e saqueia as vilas de Santos e São Vicente, no litoral de São Paulo.
No período de 1586 a 1588, Thomas Cavendish havia dado a volta ao mundo, sendo o terceiro homem a fazê-lo. O primeiro havia sido Fernão de Magalhães e o segundo Francis Drake.
1594França EquinocialOs franceses Jacques Riffault e Charles des Vaux aportam na Ilha Grande, atual Ilha de São Luis, no Maranhão e, retornando à França, convencem o rei Henrique IV a fundar uma colônia na região: a França Equinocial.
março, 1595Incursões InglesasRecife é atacada e saqueada pelo corsário inglês James Lancaster.
25 de dezembro, 1599PovoamentoFundação da vila de Natal no Rio Grande do Norte.
início dos anos 1600BandeirantesComeçam a surgir as primeiras "bandeiras", expedições financiadas por particulares, geralmente paulistas, visando unicamente a obtenção de lucro. Buscavam ouro, prata e pedras preciosas. Além disso, os bandeirantes passaram a capturar índios para serem vendidos aos fazendeiros. Inicialmente, apenas os indígenas que não tinham tido ainda contato com os brancos; depois começaram a atacar as missões jesuíticas para aprisionar índios catequizados. Entre os principais bandeirantes apresadores de índios podem ser citados Manuel Preto, Antonio Raposo Tavares e Diogo de Quadros.
1610Missões JesuiticasJesuítas fundam a missão de San Ignácio Guazú em território pertencente à Espanha no Paraguai. A partir daí, cerca de 60 missões foram criadas em terras brasileiras, argentinas e paraguaias. Nesse mesmo ano, fundam a missão de Nossa Senhora de Loreto, em terras do atual estado do Paraná.
As missões jesuíticas, também chamadas de reduções, eram estabelecimentos missionários onde os jesuitas reuniam indígenas com o objetivo principal de catequizá-los na fé cristã. Essas aldeias eram, geralmente, compostas por uma igreja, escola, oficinas, casa dos missionários, moradia dos índios, horta e pomar. As missões eram, geralmente, circundadas por muros e trincheiras para protegê-las tanto dos índios selvagens (não-catequizados), como dos bandeirantes paulistas que passaram a atacar os aldeamentos para capturar índios. 
1612França EquinocialDaniel de la Touche, nobre francês conhecido como Senhor De La Ravardière, funda uma povoação e um forte com o nome de Saint Louis, em homenagem ao rei francês Luiz XIII. Este núcleo foi o embrião da cidade de São Luiz do Maranhão.
Esta expedição francesa havia saído da Bretanha com cerca de 500 pessoas para instalar a "França Equinocial". Era a segunda tentativa francesa de estabelecer colônias no Brasil, sendo a primeira a "França Antártica" na Baía de Guanabara em 1555.
1615França EquinocialPortugueses sediados em Pernambuco expulsam os franceses do Maranhão.
1621Divisão do BrasilRei Felipe II (Felipe III de Espanha) separa o território brasileiro em duas unidades administrativas: o Brasil, propriamente dito, com capital na cidade de Salvador e o estado do Maranhão e Grão-Pará abrangendo toda a região norte (Pará, Maranhão, Piaui e Ceará).
maio, 1624Invasões HolandesasPrimeira invasão holandesa: esquadra de 26 navios e 1700 homens, comandada por Jakob Willekens, toma Salvador, então capital do Brasil, aprisionando o governador-geral Diogo de Mendonça Furtado.
1625Invasões HolandesasEspanha envia uma poderosa esquadra de 52 navios e cerca de 14 mil homens, comandada por D. Fadrique de Toledo Osório para combater os holandeses. Em maio de 1625, os holandeses são expulsos de Salvador.
1626Missões JesuiticasJesuítas fundam a missão de São Nicolau, a primeira em território do atual Rio Grande do Sul.
1628Bandeirantes / Missões JesuiticasBandeira de Manuel Preto, com a participação de Antônio Raposo Tavares, destrói os aldeamentos dos jesuítas espanhóis na região de Guaíra, atual estado do Paraná.
fevereiro, 1630Invasões HolandesasSegunda invasão holandesa: após serem expulsos da Bahia, os holandeses retornam ao Brasil seis anos depois com uma frota de 67 navios e cerca de 7000 homens. O objetivo desta vez era a região de Pernambuco por causa de sua importante indústria açucareira, produto que os espanhóis haviam proibido de ser negociado com a Holanda (Países Baixos).
Após tomarem Olinda e Recife em Pernambuco, os holandeses foram ampliando sua área de ocupação, até dominar todo o litoral desde o Maranhão até a foz do rio São Francisco. A resistência inicial por parte de contingentes luso-brasileiros foi liderada por Matias de Albuquerque. Contudo, com o tempo, vários senhores de engenho passaram a aceitar o governo holandês por causa do incentivo que recebiam, muitas vezes sob forma de empréstimos. Nessa fase, destacou-se a participação do senhor de engenho e comerciante Domingos Calabar que, por ser profundo conhecedor da região, muito auxiliou os invasores. Em 1635, Calabar foi capturado em uma cilada e executado como traidor.
1630 a 1650Bandeirantes / Missões JesuiticasPeríodo em que se intensificam as incursões dos bandeirantes contra os aldeamentos dos jesuitas em busca de índios. Milhares de indígenas catequizados são massacrados ou escravizados; inúmeras missões têm de ser abandonadas.
1636 a 1638Expedições Exploratórias PortuguesasExplorador Pedro Teixeira sobe o rio Amazonas à frente de uma grande expedição com mais de mil homens que partiu de Belém do Pará e atingiu Quito, no Equador seguindo a rota do espanhol Francisco de Orellana, um século antes (1541 a 1542).
janeiro, 1637Domínio HolandêsChegada do Conde Mauricio de Nassau a Pernambuco para governar o Brasil holandês.
Mauricio de Nassau-Siegen, príncipe protestante enviado ao Brasil pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, era culto e interessado em arquitetura, ciências e artes. O período em que esteve à frente do governo holandês no Brasil foi uma época de grande desenvolvimento. Nassau concedeu empréstimos aos senhores de engenho, promoveu a tolerância religiosa e incentivou a cultura. Em sua comitiva, vieram dois pintores holandeses, Albert Eckhout e Frans Post, cujos quadros retrataram cenas da vida no nordeste brasileiro de então. Seu governo investiu na urbanização de Recife, transformando-a em uma capital moderna (Mauritsstad - cidade de Maurício) com canais, pontes, jardins, palácios, museu e observatório astronômico.
1638Bandeirantes / Missões JesuiticasBandeira de Antonio Raposo Tavares dirige-se ao sul do Brasil para combater os jesuitas espanhóis que haviam estabelecido uma missão indígena na região de Tapes, atual litoral do Rio Grande do Sul.
dezembro, 1640PortugalD. João IV restaura a independência de Portugal, após 60 anos em que o país esteve ligado à Espanha, na chamada União Ibérica.
abril, 1641Aclamação de Amador BuenoAlguns influentes comerciantes paulistas, ao saberem da restauração da corte portuguesa e temerosos de que essa mudança viesse a prejudicar seus interesses, decidem transformar São Paulo em um reino independente. Assim, aclamam Amador Bueno, rico fazendeiro local, rei de São Paulo. Contudo, Amador Bueno recusou a proposta e jurou fidelidade ao novo rei português.
1641 a 1644Domínio HolandêsPeríodo em que São Luís do Maranhão é ocupada pelos holandeses.
13 de maio, 1644Domínio HolandêsMauricio de Nassau e comitiva regressam à Holanda, partindo do porto de Cabedelo na Paraíba em uma frota constituída por 13 navios.
1645 a 1654Domínio HolandêsInsurreição Pernambucana: nome dado à revolta dos pernambucanos contra o domínio holandês, após o retorno de Nassau à Europa. Foi um período de intensas lutas, sendo as forças luso-brasileiras comandadas pelos chefes militares André Vidal de Negreiros e João Fernandes Vieira, além do apoio de escravos liderados por Henrique Dias e de indígenas comandados por Felipe Camarão.
Após a saída de Nassau, a nova administração holandesa no Brasil passou a agir de maneira extremamente severa com os fazendeiros no que se refere à cobrança dos empréstimos. Esse fato incentivou os senhores de engenho a apoiar a Insurreição Pernambucana.
1647Domínio HolandêsHolandeses ocupam o Recôncavo Baiano.
1648 a 1651BandeirantesGrande bandeira de Antonio Raposo Tavares sai de São Paulo pelo rio Tietê dirigindo-se para oeste na região do Mato Grosso. Além de buscar metais preciosos, a expedição tinha como objetivo desbravar o interior do país. Chegou às fronteiras do território peruano. Navegou em diversos rios como o Paraguai, Grande, Mamoré, Madeira até atingir o rio Amazonas. Foram mais de 10 mil quilômetros percorridos em três anos.
19 de abril, 1648Domínio HolandêsPrimeira Batalha dos Guararapes: holandeses, comandados pelo general von Schkoppe, são derrotados pelas tropas luso-brasileiras no Monte dos Guararapes (hoje município de Jaboatão dos Guararapes, próximo a Recife).
19 de fevereiro, 1649Domínio HolandêsSegunda Batalha dos Guararapes: holandeses são novamente derrotados e recuam para Recife.
26 de janeiro, 1654Domínio HolandêsAssinatura da rendição holandesa na Campina do Taborda, em Recife. Este ato encerra o período de 24 anos de domínio holandês no nordeste brasileiro.
agosto, 1661Domínio HolandêsPaz de Haia: holandeses reconhecem a perda do nordeste brasileiro. Portugal se compromete a pagar 4 milhões de florins como compensação de guerra, valor esse que foi pago ao longo de 40 anos.
1671 a 1674BandeirantesBandeirante Domingos Jorge Velho explora os territórios dos atuais estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Piaui, combatendo índios e fundando fazendas de gado.
1674 a 1681BandeirantesBandeirante Fernão Dias Paes parte de São Paulo à procura de esmeraldas, ficando sete anos percorrendo e desbravando os caminhos de Minas. Entre os bandeirantes que fizeram parte de sua expedição estava seu genro, Borba Gato. Na região entre os rios Jequitinhonha e Araçuai encontrou pedras verdes que julgou tratar-se das valiosas esmeraldas, mas eram simples turmalinas. Morreu em 1881, em pleno sertão, sem saber do engano.
1675PovoamentoBandeirante Francisco Dias Velho começa o povoamento da Ilha de Santa Catarina com a fundação de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis.
1682BandeirantesBandeirante Bartolomeu Bueno da Silva parte em direção à região do atual estado de Goiás, explorando-o até alcançar o rio Araguaia.
Conta a lenda que, ao chegar a uma aldeia indígena, encontrou mulheres com adornos de ouro. Como essas se recusasem a contar o local onde encontravam esse metal, ateou fogo em uma vasilha com álcool, afirmando que faria o mesmo com os rios caso elas não revelassem a procedência do ouro. Por causa desse episódio, foi apelidado de "Anhangüera", que em língua tupi significa "diabo velho".
janeiro, 1680Colônia do SacramentoForças portuguesas, comandadas por Manuel Lobo, governador do Rio de Janeiro, iniciam o estabelecimento da Colônia do Santíssimo Sacramento, na margem esquerda do rio da Prata em frente a Buenos Aires (atualmente, cidade uruguaia de Colonia). Em agosto daquele ano, os espanhóis atacaram a fortificação portuguesa e a destruiram.
maio, 1681Colônia do SacramentoTratado de Lisboa restitui a posse da colônia aos portugueses.
fevereiro de 1684 a maio de 1685Revolta de BeckmanManuel Beckman, rico fazendeiro maranhense, e seu irmão Tomás Beckman, lideram uma revolta contra o monopólio exercido desde 1682 pela Companhia Geral de Comércio do Maranhão. Os amotinados apoderam-se de grande parte da cidade de São Luis, saqueiam os armazéns da Companhia e assumem o governo. Em maio de 1685, os revoltosos são derrotados por tropas enviadas por Portugal comandadas por Gomes Freire de Andrade. Manuel Beckman e Jorge de Sampaio de Carvalho, considerados os chefes da revolta, são enforcados em 2 de novembro de 1685. Os outros condenados recebem pena de prisão perpétua.
Alguns estudiosos consideram Manuel Beckman como o primeiro mártir da independência do Brasil.
1687Missões JesuiticasJesuitas fundam diversas missões em território do Rio Grande do Sul, que viriam a ser conhecidas como Sete Povos das Missões. São elas: São Francisco de Borja; São Nicolau; São Luiz Gonzaga; São Miguel Arcanjo; São João Batista; São Lourenço e Santo Ângelo.
março, 1694Casa da MoedaFundação da primeira Casa da Moeda do Brasil em Salvador.
1695 a 1697Guerra dos PalmaresBandeirante Domingos Jorge Velho luta contra os quilombolas (escravos negros fugidos) e destrói o Quilombo dos Palmares.
novembro, 1695Guerra dos PalmaresZumbi, chefe do Quilombo dos Palmares, é morto em uma emboscada. Sua cabeça foi cortada e exposta em praça pública em Recife para inibir possíveis rebeliões de outros escravos.
c. 1698Ciclo do OuroPrimeiros registros sobre descoberta de ouro em Minas Gerais, no arraial de Ribeirão do Carmo, posteriormente elevado à condição de vila com o nome de Mariana.
1702Ciclo do OuroCom a descoberta de ouro na região das Minas Gerais, o governo português cria a Superintendência das Minas e transfere a Casa da Moeda para o Rio de Janeiro.
1705PovoamentoInicio de grande imigração de portugueses para a região das Minas.
1706Colônia do SacramentoEspanhóis tomam a colônia dos portugueses.
1707 a 1709Guerra dos EmboabasSérie de conflitos ocorridos na região das Minas entre os bandeirantes paulistas, liderados por Manuel da Borba Gato e os forasteiros (principalmente, portugueses e baianos), denominados "emboabas", chefiados por Manuel Nunes Viana.
O motivo da guerra foi a disputa sobre o direito de exploração das minas. Como os bandeirantes haviam descoberto as jazidas de ouro, eles reivindicavam a exclusividade na exploração das minas, o que era contestado pelos emboabas. Em 1709, a Metrópole assumiu o controle da região, pondo fim aos conflitos. Os paulistas deixaram a região e, muitos partiram para o oeste (Goiás e Mato Grosso), onde descobriram novas jazidas de ouro.
O episódio mais conhecido desta guerra foi o chamado Capão da Traição. Em um dos diversos embates ocorridos, um grupo de cerca de 50 bandeirantes se viu cercado pelos emboabas. Bento do Amaral Coutinho, chefe dos forasteiros, prometeu aos paulistas que poderiam entregar suas armas, pois seriam poupados. Contudo, ao ficarem desarmados, Bento ordenou o massacre. Nenhum bandeirante escapou. O local, próximo ao rio das Mortes em São João del Rey, passou a ser conhecido como Capão da Traição.
abril, 1709Capitania de São Paulo e Minas do OuroCriação desta nova capitania de São Paulo e Minas do Ouro, subordinada diretamente à Metrópole e, não mais, à capitania do Rio de Janeiro.
1710 a 1711Guerra dos MascatesSérie de conflitos em Pernambuco entre a aristocracia açucareira (fazendeiros e senhores de engenho) estabelecidos em Olinda e os comerciantes de Recife, chamados pejorativamente de "mascates".
Recife, pequeno povoado no início, se transformou no mais importante centro comercial de Pernambuco com a chegada dos holandeses, o que veio a despertar a antipatia dos ricos moradores da cidade de Olinda. Após a expulsão dos holandeses, os moradores de Recife solicitaram à Coroa portuguesa sua emancipação de Olinda, o que ocorreu em 1709, quando uma Carta Régia elevou Recife à condição de vila. Este fato deu início às hostilidades. A elite de Olinda atacou Recife e destruiu o Pelourinho, símbolo da emancipação, rasgando a Carta Régia e perseguindo os mascates. Esses contra-atacaram em 1711, invadindo Olinda e provocando incêndios e destruição nas propriedades dos aristocratas da região. O conflito terminou em 1711, quando a Coroa nomeou um novo governador e enviou tropas da Bahia para controlar a situação. Recife manteve a sua autonomia e a burguesia mercantil da cidade saiu fortalecida do conflito.
agosto, 1710Invasões FrancesasCorsário francês Jean-François Duclerc com 6 navios e cerca de 1200 homens tenta ocupar o Rio de Janeiro, mas é rechaçado na entrada da Baía de Guanabara pela artilharia das fortalezas de Santa Cruz e São João.
setembro, 1711Invasões FrancesasCorsário francês René Duguay-Trouin com 18 navios e mais de 5 mil homens invade e saqueia o Rio de Janeiro. Em novembro, a cidade paga um pesado resgate em dinheiro, açúcar e gado para obter sua libertação.
1711Ciclo do OuroCoroa portuguesa proíbe a exportação de ouro sem prova de pagamento do "quinto", um imposto de 20% sobre o valor exportado.
abril, 1713FronteirasTratado de Utrecht estabelece o fim da Guerra da Sucessão Espanhola (1701 a 1714) e define os interesses das várias potências europeias envolvidas no conflito. Entre os acordos firmados estão a delimitação das fronteiras entre Brasil e Guiana Francesa e a devolução da Colônia do Sacramento a Portugal.
abril, 1719Ciclo do OuroBandeirante Pascoal Moreira Cabral Leme encontra ouro no Mato Grosso, região onde hoje se situa a cidade de Cuiabá.
junho e julho, 1720Revolta de Felipe dos SantosMineradores de Vila Rica (atual Ouro Preto), liderados por Felipe dos Santos, se revoltam contra medida da Coroa Portuguesa que, para coibir o contrabando, proibia a circulação de ouro em pó. Entre outras reivindicações, os mineiros revoltosos exigiam o fim das Casas de Fundição recém instaladas.
A revolta eclodiu devido a uma lei portuguesa de fevereiro de 1719 que obrigava a transformação do ouro em pó em barras de ouro nas Casas de Fundição (estabelecimentos criados para controlar a extração do ouro e a cobrança de impostos). Essa medida que visava coibir o contrabando (facilitado pelo uso de ouro em pó) e consequentemente aumentar a receita com os impostos, veio a causar muitos problemas à população que usava o ouro em pó como moeda em suas transações diárias.
2 de julho, 1720Revolta de Felipe dos SantosRevoltosos se dirigem à Vila do Carmo (atual Mariana), onde se encontra o governador geral da capitania, Conde de Assumar (Pedro de Almeida Portugal e Vasconcelos), para expor suas reivindicações. Com a promessa do governador de que a lei seria suspensa, os rebeldes retornam a Vila Rica.
14 de julho, 1720Revolta de Felipe dos SantosTropas portuguesas chegam a Vila Rica e sufocam a rebelião. Felipe dos Santos é preso e condenado à morte.
21 de julho, 1720Revolta de Felipe dos SantosFelipe dos Santos é enforcado em Vila Rica. Seu corpo é atado a quatro cavalos que o esquartejam.
1720Ciclo do OuroCriação da capitania de Minas Gerais desmembrada de São Paulo.
1720Governo GeralGovernadores gerais do Brasil passam a receber o título de vice-reis.
1725Ciclo do OuroBartolomeu Bueno da Silva Filho descobre ouro em Goiás.
Em 1726, esse bandeirante, que era filho de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, fundou um arraial que daria origem à Vila Boa de Goiás, posteriormente cidade de Goiás e atualmente conhecida como Goiás Velho. Essa cidade foi capital de Goiás até 1933 quando foi fundada Goiânia.
1727CaféFrancisco de Melo Palheta contrabandeia mudas de café da Guiana Francesa para o Pará, introduzindo assim a bebida no Brasil.
1729DiamantesNoticiada a descoberta de diamantes no Arraial do Tejuco (atual Diamantina) na capitania de Minas Gerais.
agosto, 1730Artes PlásticasNasce em Vila Rica, Antônio Francisco Lisboa que, anos mais tarde, passaria a ser conhecido como Aleijadinho, devido às deformações físicas provenientes de uma doença degenerativa. Escultor e entalhador, Aleijadinho se tornou o mais importante representante do barroco mineiro. Entre suas obras encontram-se, principalmente, imagens em madeira e pedra-sabão que adornam igrejas em Ouro Preto, Congonhas do Campo e outras cidades de Minas Gerais. Aleijadinho veio a falecer em novembro de 1814 com 84 anos de idade.
Uma das obras-primas de Aleijadinho é o conjunto de estátuas em pedra-sabão representando os Doze Profetas do Velho Testamento. As esculturas se encontram no pátio em frente à igreja de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo.
1733DiamantesInstituído o Distrito Diamantino em Minas Gerais com o objetivo de garantir à Coroa portuguesa o monopólio da exploração de diamantes. A administração do distrito era exercida pela Intendência dos Diamantes cujo poder era absoluto na jurisdição a fim de coibir o contrabando.
1738Santa CatarinaCriada a capitania de Santa Catarina, desmembrada da capitania de São Paulo.
1742ImigraçãoD. João V autoriza a emigração de açorianos para povoar o sul do Brasil. Essa medida tinha como objetivo garantir a posse das regiões de Santa Catarina e Rio Grande do Sul ameaçada pelo interesse espanhol.
julho, 1747ProibiçõesCarta Régia proíbe a impressão de livros e jornais sob pena de confisco e degredo.
janeiro, 1748ImigraçãoChegam à Ilha de Santa Catarina os primeiros casais de açorianos.
De 1748 a 1756 chegaram à ilha mais 18 navios trazendo colonos das ilhas dos Açores e da Madeira.
1748Mato Grosso e GoiásCriação das capitanias de Mato Grosso e de Goiás.
janeiro, 1750FronteirasTratado de Madri estabelece que a Colônia do Sacramento deve ser entregue à Espanha e que a região dos Sete Povos das Missões deve passar para Portugal.
Os acordos firmados através do Tratado de Madri marcaram o fim dos termos estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas de 1494.
julho, 1750PortugalD. José I assume a coroa portuguesa e nomeia secretário de Estado do Reino (correspondente a primeiro-ministro) Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal.
1752ImigraçãoPrimeiras famílias de açorianos chegam à região de Porto dos Casais, atual Porto Alegre.
setembro, 1759JesuitasDecreto do Marquês de Pombal estabelece a expulsão dos jesuítas de todos os territórios portugueses.
fevereiro, 1761Colônia do SacramentoTratado de El Pardo anula as disposições do Tratado de Madri e confirma o domínio português sobre a Colônia do Sacramento.
1763Mudança da CapitalMarquês de Pombal transfere a sede do governo do Brasil da cidade de Salvador para o Rio de Janeiro.
O principal motivo para essa mudança foi o fato de o Rio de Janeiro estar mais próximo das Minas Gerais, facilitando assim o controle das extrações de ouro.
fevereiro, 1777Invasão EspanholaDevido às disputas fronteiriças entre Portugal e Espanha na América do Sul, os espanhóis invadem a Ilha de Santa Catarina com uma enorme força naval comandada por D. Pedro de Cevallos.
A esquadra de 116 navios transportava um contingente de mais de 15 mil pessoas. Era a maior frota espanhola que havia cruzado o Atlântico. A invasão começou pela Enseada de Canasvieiras onde os navios ancoraram. A Ilha de Santa Catarina foi tomada rapidamente, não tendo havido qualquer resistência por parte das tropas portuguesas lá instaladas.
março, 1777PortugalD. Maria I, filha de D. José I, assume o trono português. A partir de 1792, devido a séria doença mental, o governo do país passa a ser exercido por seu filho D. João, futuro D. João VI.
Seu primeiro ato no governo foi a demissão do Marquês de Pombal e de todos os seus auxiliares, pois não aceitava a maneira como o ministro de seu pai tratara os nobres no caso do Processo dos Távoras. Também nunca o perdoara pela expulsão dos jesuítas.
O chamado Processo dos Távoras foi decorrente de um atentado à vida do rei D. José I em setembro de 1758. Dezenas de nobres pertencentes à poderosa família Távora ou próximos a eles foram acusados de participarem nesta conspiração, sendo perseguidos, presos e executados de maneira cruel.
outubro, 1777FronteirasTratado de Santo Ildefonso revoga o Tratado de El Pardo. A Colônia do Sacramento e a região dos Sete Povos das Missões passam para a Espanha. Portugal retoma a Ilha de Santa Catarina que havia sido ocupada pelos espanhóis meses antes.
1785ProibiçõesProibida a fabricação de tecidos no Brasil, com exceção de panos grossos para roupas de escravos ou embalagem de fardos.
1788Inconfidência MineiraMovimento revolucionário desencadeado em Minas Gerais com o objetivo principal de livrar a região do domínio português. Essa rebelião, também conhecida como Conjuração Mineira, se inspirava nos ideais iluministas e tinha como exemplo a recente independência dos Estados Unidos. Pretendia implantar uma república livre cuja capital seria a cidade de São João del Rey.
Causa imediata: o fato que desencadeou o movimento conspiratório foi a execução da "derrama", uma cobrança adicional de impostos para se completar a cota anual de ouro imposta pela Coroa portuguesa, pois naquela época, com o esgotamento das minas da região, a população não conseguia mais cumprir tais cotas.
Desenrolar dos acontecimentos: os líderes do movimento planejaram o início das ações para o dia da derrama, contando assim com a insatisfação popular para serem vitoriosos. Contudo um dos inconfidentes, Joaquim Silvério dos Reis, traiu o grupo para obter perdão de suas dívidas junto ao governo. O governador da capitania Visconde de Barbacena, ordenou, então, a suspensa da derrama e deu início a uma grande devassa que culminou com a prisão dos principais membros do movimento, a maioria deles pertencente à elite da sociedade mineira (fazendeiros, intelectuais, religiosos e militares).
4 de julho, 1789Inconfidência MineiraCláudio Manuel da Costa, advogado, poeta e um dos principais ideólogos da conspiração, é encontrado morto na Casa dos Contos, em Vila Rica, onde estava preso. Oficialmente, a causa da morte foi suicídio. Acredita-se, contudo, que tenha sido assassinado.
18 de abril, 1792Inconfidência MineiraSai o veredicto do julgamento dos acusados. Onze dos réus são condenados à morte por enforcamento e posterior esquartejamento, mas ao final da sessão é lida uma carta de clemência da rainha de Portugal, D. Maria I, comutando essa sentença para degredo perpétuo na África. Apenas Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, tem sua condenação mantida, o que levou muitos a afirmar que isto ocorreu porque ele não pertencia às classes mais abastadas da sociedade como os outros indultados.
Dos dez inconfidentes que tiveram suas sentenças comutadas para degredo perpétuo na África, seis foram para Angola: poeta Inácio José de Alvarenga Peixoto (casado com a poetisa Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira); Domingos de Abreu Vieira; Francisco Antônio de Oliveira Lopes; Francisco de Paula Freire de Andrada; José Álvares Maciel e Luiz Vaz de Toledo e Piza. Os outros degredados para localidades africanas foram: Salvador Carvalho do Amaral Gurgel (Moçambique); José de Resende Costa (Guiné); Domingos Vidal de Barbosa e José de Resende Costa Filho (Cabo Verde). Além dessas penas perpétuas, diversas outras sentenças de degredo temporário (10 e 8 anos) foram expedidas. Por exemplo, o poeta Tomaz Antônio Gonzaga, autor de "Marilia de Dirceu" e "Cartas Chilenas", recebeu uma sentença de degredo por 10 anos em Moçambique, onde veio a falecer em 1810. Os cinco religiosos envolvidos com o movimento receberam sentença de prisão em Portugal. Foram eles: Carlos Correia de Toledo e Melo (padre Toledo); José da Silva e Oliveira Rolim (padre Rolim); José Lopes de Oliveira; Luiz Vieira da Silva e Manuel Rodrigues da Costa.
21 de abril, 1792Inconfidência MineiraTiradentes é enforcado no Campo da Lampadosa no Rio de Janeiro e, em seguida, seu corpo é esquartejado. A cabeça ficou exposta em Vila Rica e os membros em localidades do Caminho Novo (estrada que ligava Minas Gerais ao Rio de Janeiro), onde Tiradentes fizera discursos revolucionários.
1794Conjuração do Rio de JaneiroIntelectuais, liderados por Manuel Inácio da Silva Alvarenga, fundaram no Rio de Janeiro uma sociedade literária em torno da qual os membros se reuniam para discutir assuntos políticos e filosóficos com base nas idéias iluministas. Em 1794, o Conde dos Arcos, vice-rei do Brasil, receoso de que uma conspiração estivesse em curso, decidiu fechar a sociedade e prender seus membros. O processo correu até 1795, mas não havendo nenhuma prova concreta contra os implicados, estes foram libertados.
1798Conjuração BaianaMovimento revolucionário inspirado nos ideais da Revolução Francesa que pretendia implantar um governo republicano e igualitário na Bahia. Também conhecida como Revolta dos Alfaiates, já que muitos dos seus líderes exerciam esta profissão, eclodiu em agosto de 1798, quando alguns partidários distribuíram panfletos sobre o movimento nas igrejas e ruas da cidade de Salvador. Assim alertadas, as autoridades iniciaram uma forte repressão. Centenas de pessoas foram denunciadas e presas, sendo que quatro foram condenados à pena máxima, sendo enforcados em 8 de novembro de 1799. Outros implicados receberam a pena de degredo para regiões da África.
Os revolucionários enforcados foram os soldados Lucas Dantas do Amorim Torres e Luiz Gonzaga das Virgens e os alfaiates Manuel Faustino dos Santos Lira e João de Deus Nascimento. Um dos líderes do movimento, o médico Cipriano Barata, ficou detido cerca de uma ano e depois liberado.
11 de agosto, 1807Invasão de PortugalNapoleão envia um ultimato a D. João: ou Portugal rompe com a Inglaterra aderindo ao Bloqueio Continental ou o exército napoleônico invade o país.
17 de novembro, 1807Invasão de PortugalTropas francesas começam a invasão do país.
26 de novembro, 1807Invasão de PortugalD. João anuncia a ida da corte portuguesa para o Brasil.
27 de novembro, 1807Invasão de PortugalFamília real portuguesa deixa Lisboa fugindo das tropas do general francês Jean-Andoche Junot.
O embarque ocorreu às pressas, pois as tropas napoleônicas já se encontravam nos arredores de Lisboa. Não se sabe, ao certo, quantas pessoas vieram para o Brasil, variando muito os números conforme cada autor, desde 15 mil até apenas quinhentas. Além da família real (a rainha D. Maria, a Louca, o príncipe-regente D. João, sua esposa a princesa Carlota Joaquina, os filhos Pedro e Miguel e as infantas), vieram ministros, conselheiros, juízes, clérigos, etc. Estima-se que a frota que transportou a corte portuguesa era formada por 56 embarcações escoltadas por 4 navios de guerra ingleses.
30 de novembro, 1807Invasão de PortugalGeneral Junot, à frente de um exército de 26 mil soldados, entra em Lisboa.
22 de janeiro, 1808
Família Real no Brasil
O navio "Príncipe Regente" transportando D. João chega a Salvador na Bahia após cinquenta e quatro dias no mar.
28 de janeiro, 1808
Abertura dos Portos
D. João assina a carta régia que abre os portos brasileiros às nações amigas encerrando assim o longo monopólio comercial exercido por Portugal sobre o Brasil.
Os maiores beneficiários desta medida foram os ingleses, havendo muitos historiadores que afirmam ter sido o projeto uma troca de favores idealizado pela própria Inglaterra, já que fora ela a financiadora e garantidora da mudança da Corte portuguesa para o Brasil.
26 de fevereiro, 1808
Ida para o Rio de Janeiro
A frota real deixa Salvador em direção ao Rio de Janeiro.
7 de março, 1808
Chegada no Rio de Janeiro
Família real chega ao Rio de Janeiro. O desembarque ocorre no dia seguinte.
Realizações no Brasil
A partir de 1808, D. João toma uma série de medidas beneficiando o Brasil. Entre elas, podem ser citadas:

a) autorização para estabelecimento de manufaturas, principalmente, têxteis (revogando alvará de 1785 que havia proibido tais atividades);

b) criação da Imprensa Régia (primeira tipografia do Brasil);

c) fundação do Teatro Nacional;

d) fundação da Biblioteca Real (posteriormente Biblioteca Nacional);

e) inauguração do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (na ocasião denominado "Jardim de Aclimação");

f) criação do Museu Real (posteriormente Museu Nacional);

g) instalação de duas Escolas de Medicina (Rio de Janeiro e Salvador) e uma Escola de Belas Artes (Rio de Janeiro);

h) fundação do Banco do Brasil;

i) lançamento do primeiro jornal impresso:"Gazeta do Rio de Janeiro";

j) organização da Missão Artística e Científica Francesa, com a finalidade de descobrir e avaliar a riqueza da flora e da fauna brasileiras (obs.: um dos membros dessa missão foi o pintor Jean-Baptiste Debret, que retratou cenas do cotidiano brasileiro);

k) incentivo à transferência de portugueses e à imigração de estrangeiros para o Brasil.
12 de janeiro, 1809
Guiana Francesa
Tropas luso-brasileiras ocupam a Guiana Francesa em represália à invasão de Portugal, lá permanecendo até 1817.