Período (a.C.)TemaEvento
c. 2000MesopotâmiaÉpoca em que teria sido escrita a "Epopéia de Gilgamesh", um poema épico sobre um rei sumeriano chamado Gilgamesh e que teria vivido cerca de 2800 a.C. Nesse texto ocorre a mais antiga referência ao Dilúvio, acontecimento citado na Bíblia e também em registros de outras culturas.
c. 2000Grécia AntigaComeçam a chegar à Grécia continental, em ondas sucessivas, os povos indo-europeus: aqueus, jônios, eólios e dórios. Inicialmente, chegam os aqueus que dominam os primitivos habitantes da região, os pelágios (tribo ainda vivendo na Idade da Pedra), fundam núcleos urbanos (sendo Micenas, o mais importante) e entram em contato com a civilização cretense.
Os aqueus, jônios, eólios e dórios, genericamente chamados de helênicos, são os verdadeiros formadores do povo grego.
c. 2000 a 1600MesopotâmiaOs amoritas, outro povo semita, fixam-se ao norte da Suméria (centro da Mesopotâmia) e transformam a cidade de Babilônia no centro político, cultural e religioso de seu reino. Surge assim, no reinado de Hamurabi, o Primeiro Império Babilônico.
Acredita-se que a famosa Torre de Babel, mencionada na Bíblia, tenha sido erguida durante esta primeira dinastia babilônica. Era um templo em forma de torre (zigurates) dedicado ao deus Marduk, o principal da Mesopotâmia. (obs.: a palavra Babel, em hebraico, corresponde à palavra Babilu, na língua acadiana, que significa Babilônia, ou seja, "o portão de Deus").
c. 1991 a 1802Antigo EgitoXII dinastia: fundada por Amenemés I e considerada uma das mais importantes da história egípcia. Entre os oito faraós desta dinastia encontram-se quatro Amenemés (Amenemhat), três Sesóstris (Senusret) e uma rainha, Neferusobek (Sobekneferu).
c. 1878 a 1860Antigo EgitoReinado de Sesóstris III da XII dinastia. Preocupado em expandir as fronteiras do Egito, conduz diversas expedições militares contra a Núbia, Palestina e Siria. Considerado um dos mais poderosos faraós de todos os tempos,
c. 1810 a 1750MesopotâmiaReinado de Hamurábi, sexto rei babilônico. Consegue unificar todas as cidades-estado da Suméria e Acádia, formando o Primeiro Império Babilônico. A maior realização de seu governo foi a elaboração do famoso Código de Hamurábi.
O Código de Hamurabi é uma estela de pedra preta, onde está inscrito o mais antigo conjunto de leis conhecido. Escrito em língua acadiana com caracteres cuneiformes, encontra-se, atualmente, exposto no Museu do Louvre, em Paris.
c. 1807 a 1803Antigo EgitoNeferusobek: possivelmente a segunda rainha a ser governante de fato do país (a primeira teria sido Nitócris da VI dinastia).
c. 1802 a 1550Antigo EgitoSegundo Período Intermediário: fase de instabilidade entre o Médio Império e o Novo Império se estendendo da XIII até a XVII dinastia. Este período foi marcado por guerras civis entre o faraó e a nobreza, bem como pela invasão dos hicsos, um povo asiático que teria ocupado o delta do Nilo e introduzido no país o cavalo e os carros de guerra (bigas). Os governantes das dinastias XV e XVI eram hicsos (dinastias hicsas).
Alguns historiadores afirmam que a chegada dos hebreus ao Egito, conforme relato bíblico, possa ter acontecido nesta época. Há mesmo os que defendem a hipótese de que os hicsos seriam, na verdade, a versão egípcia para a vinda dos hebreus ao país.
c.1800Civ. HebraicaSob a chefia de Abraão, os hebreus, um povo semita que habitava a região de Ur na Mesopotâmia, se desloca para Canaã, a chamada "Terra Prometida". Como essa região já era habitada por outros povos como os cananeus, filisteus (de onde deriva a palavra Palestina), moabitas e arameus, ocorrem muitas lutas pela posse da terra.
Dentre as antigas civilizações, certamente foi a hebraica uma das que mais contribuíram para nossa formação ocidental, podendo-se afirmar que a maioria dos fundamentos adotados pelo Cristianismo é proveniente da Bíblia judaica com seus conceitos sobre monoteísmo, moralidade e pecado, além de suas histórias e mandamentos.
Boa parte da história política e religiosa do povo hebreu antigo é derivada de fontes bíblicas que, embora bastante ricas, devem sempre ser analisadas com precaução, pois a Bíblia se constitui em uma coletânea de livros escritos por autores diversos, em diferentes épocas, muitas vezes relatando episódios transmitidos oralmente entre as gerações. Alie-se a isso o fato de que, muitas vezes, a linguagem bíblica é intensamente simbólica. Outras fontes preciosas para a reconstituição da história e dos costumes dos hebreus têm sido a Arqueologia, algumas obras de historiadores judeus e, mais recentemente, um valiosíssimo achado: os Manuscritos do Mar Morto.
Esses manuscritos englobam cerca de mil pergaminhos, contendo textos em hebraico, aramaico e grego, achados a partir de 1947 em algumas cavernas perto do Mar Morto em Israel. Esses textos, inclusive muitos fragmentos de livros da Bíblia, possuem grande significado histórico e religioso, datando do período que vai do século II a.C. até o ano 70 de nossa era.
1800 a 1600Civ. HebraicaDepois de Abraão, os hebreus passam a ser chefiados por Isaque, filho de Abraão e, depois, por Jacó, filho de Isaque. Os três são chamados de patriarcas do povo judeu.
Segundo a Bíblia, Jacó recebeu um novo nome: Israel, que quer dizer "o que luta por Deus". Esta designação passou a ser utilizada tanto para o povo como para a terra: povo de Israel, povo israelita, terra de Israel.
c.1700 a 1100Civ. HititaOs hititas eram um povo de língua indo-européia que habitava a região da Anatólia (atual Turquia). Em sua época áurea, chegaram a dominar a Mesopotâmia e a Palestina. Tinham como capital a cidade de Hattusa. O maior feito conhecido de sua história foi a famosa Batalha de Kadesh, em 1274, contra os egípcios de Ramsés II.
c.1650Civ. HebraicaApós um longo período de seca, más colheitas e fome, os hebreus deslocam-se para o Egito em busca de melhores condições de vida
c. 1600ÍndiaPovos arianos, oriundos da Ásia Central, penetram no noroeste do território indiano (região do atual Punjab). Falavam o sânscrito, língua da família indo-européia, e possuíam um rígido sistema de classes sociais, as castas, no qual os guerreiros e os sacerdotes ocupavam o nível mais alto de importância. A chegada dos arianos dá início à chamada civilização védica (c. 1500 a 500 a.C.), período no qual foram escritos os principais textos sagrados do hinduísmo, os vedas.
Existem muitas controvérsias a respeito dos povos arianos na Índia. Uma delas é sobre a maneira como foi a sua chegada: teria sido uma invasão ou um processo de migração pacífica? Outra questão que tem sido bastante discutida é se a vinda dos arianos teria transformado a Índia em uma terra de duas raças: os dravídicos, habitantes originais, de pele mais escura e os arianos de pele mais clara.
c. 1595MesopotâmiaOs hititas saqueiam a cidade da Babilônia, encerrando a dinastia dos amoritas. Contudo, por não terem interesse em governar a região, permitem a ascensão dos cassitas ao poder.
c. 1595 a 1155MesopotâmiaDinastia Cassita: pouco tempo depois da conquista da Babilônia pelos hititas, os cassitas (povo de origem obscura, nem indo-europeus nem semitas) também invadem a Mesopotâmia e assumem o poder por cerca de quatro séculos.
c. 1554 a 1550Antigo EgitoReinado de Kamosis, último faraó da XVII dinastia. Deu início às lutas para expulsar os hicsos do país.
c. 1550 a 1070Antigo EgitoNovo Império: último período brilhante do Egito. Visando estar mais próximo dos recursos existentes no sul do país (minerais, madeira, gado, peles, etc), a sede do governo se transfere para Tebas (Alto Egito). Ocorre um renascimento das artes e a retomada de grandes obras. A política militar do Egito que fora, quase sempre, defensiva, passa a ser ofensiva. O Novo Império marca um período de campanhas militares visando a expansão do território egípcio. Abrange as dinastias XVIII, XIX e XX.
c. 1550 a 1295Antigo EgitoXVIII dinastia: uma das mais importantes da cronologia egípcia. Entre os quatorze faraós desta dinastia, destacam-se Amósis; a rainha Hatshepsut; Thutmés III; Amenófis II e Akhenaton (Amenófis IV). Tuthankamon, também pertencente a esta dinastia, apesar de seu curto reinado, ficou famoso na atualidade devido à riqueza de seu túmulo, descoberto em 1922.
c. 1550 a 1525Antigo EgitoReinado de Amósis, primeiro faraó da XVIII dinastia. Um dos principais feitos do seu reinado foi a expulsão definitiva dos hicsos.
c. 1500 a 539
FeníciaOs fenícios eram um povo semita que habitava as costas do Mediterrâneo. Inicialmente, dominados por egípcios e hititas, tornaram-se independentes na época em que ocorreu o fim da civilização cretense. Agrupavam-se em cidades-estado: Ugarit, Biblos, Sidon, Tiro e outras. Assim como os cretenses, tinham a vocação marítima e comercial. Fundaram a cidade de Cartago que, tempos depois, se tornou uma potência marítima, chegando a desafiar Roma (Guerras Púnicas). A maior contribuição dos fenícios ao mundo foi a criação do alfabeto.
A Fenícia se tornou província do Império Persa em 539 a.C. e deixou de existir como unidade política, quando sua principal cidade, Tiro, caiu em poder de Alexandre, o Grande em 332 a.C. A cultura fenícia começou a decair após o fim das Guerras Púnicas (146 a.C.), quando sua ex-colônia Cartago foi aniquilada pelos romanos. Em 64 a.C., a Fenícia passou a fazer parte da província romana da Síria.
c. 1479 a 1458Antigo EgitoReinado de Hatshepsut, filha de Thutmés I e esposa de Thutmés II. Foi a terceira rainha que efetivamente reinou no Egito (a primeira teria sido Nitócris da VI dinastia e a segunda Neferusobek da XII dinastia). Quando da morte de Thutmés II, Hatshepsut assumiu o governo como regente de Thutmés III que era ainda criança.
c. 1458 a 1425Antigo EgitoReinado de Thutmés III (Tutmósis III), filho de Thutmés II com uma esposa secundária e não de Hatshepsut que era a esposa oficial. Considerado por muitos como o mais brilhante faraó, sendo por vezes cognominado de "Napoleão do Egito" devido às suas ações militares. Durante seu longo reinado (33 anos), o Egito atingiu sua maior extensão, indo seu território do norte da Síria até a Núbia na região do atual Sudão.
Durante seu reinado, Thutmés III mandou destruir todas as estátuas de Hatshepsut e apagar todas as inscrições que mencionavam o nome dela.
c. 1450Civ. CretenseEnorme erupção vulcânica na Ilha de Santorini causa um gigantesco maremoto que destrói portos e navios cretenses. É o início da decadência da civilização de Creta.
c. 1425 a 1401Antigo EgitoReinado de Amenófis II (Amenhotep II), filho de Thutmés III. Adquiriu fama de crueldade quando, ao reprimir revolta na Síria, mandou sacrificar sete príncipes rebeldes e dependurá-los de cabeça para baixo na proa de seu navio.
c. 1400Grécia Antiga / Civ. CretenseGregos micênicos destroem Cnossos, principal cidade de Creta, marcando o fim da civilização cretense e o início da liderança de Micenas na região.
O período que se estende, aproximadamente, de 1400 a 1200 a.C. é chamado de Grécia Micênica pelo fato de Micenas ser a cidade que dominava o cenário cultural, econômico e militar da Grécia.
c. 1400 a 1388Antigo EgitoReinado de Thutmés IV, filho de Amenófis II. Fez uma aliança de paz com os mitanis e, em consequência disso casou-se com uma princesa daquele reino. Parece que a fez esposa real (principal), fato inédito pois, até então, as estrangeiras eram apenas esposas secundárias.
O reino de Mitani se localizava, aproximadamente, no território do atual Curdistão (Turquia, Síria e Iraque). Durante algum tempo, ocupou um lugar de destaque na geopolítica da região, devido à sua posição estratégica entre os impérios egípcio, assírio e hitita. Inflingiu algumas pesadas derrotas aos egípcios e chegou a invadir a Assíria.
c. 1388 a 1352Antigo EgitoReinado de Amenófis III (Amenhotep III), filho de Thutmés IV. Período de paz, prosperidade e muitas obras.
Entre as diversas obras construídas neste período estava um enorme templo mortuário em Luxor, um dos maiores da Antiguidade, que foi destruído pelas inundações do Nilo. Restaram desse complexo apenas duas enormes estátuas de 18 m de altura representando o faraó que ficavam como guardiãs na entrada do templo. Os gregos denominaram estas estátuas de "Colossos de Memnon".
c. 1352 a 1336Antigo EgitoReinado de Amenófis IV, casado com a famosa rainha Nefertiti. Procedeu a uma profunda reforma religiosa no país, implantando o monoteísmo, sob forma de adoração de um único deus - Athon, o Sol. Mudou seu próprio nome para Akhenaton (espírito atuante de Athon), construiu uma nova capital em Tel-el-Amarna para onde se transferiu com sua corte abandonando Tebas, fechou os templos de Amon e dispersou seus sacerdotes.
Monoteísmo de Akhenaton: o movimento conduzido por Amenófis IV pode ser considerado a primeira manifestação monoteísta da História, surgindo antes mesmo do posicionamento judaico em torno de um único Deus ocorrido cerca de um século mais tarde (c.1250 a.C.). É possível também que a reforma religiosa de Akhenaton tenha tido uma motivação política, já que o clero se tornava cada vez mais poderoso e influente na condução dos negócios do estado, o que vinha enfraquecendo a figura do faraó.
c. 1336 a 1327Antigo EgitoReinado de Tuthankamon, filho ou genro de Akhenaton. Ao assumir o trono, retornou a capital para Tebas e restaurou o culto a Amon e os privilégios dos seus sacerdotes. Morreu bem jovem com cerca de dezoito anos. Existe uma hipótese de que Tuthankamon teria sido assassinado, devido a uma perfuração encontrada em seu crânio.
O túmulo de Tuthankamon, encontrado em 1922 pelo arqueólogo inglês Howard Carter, assombrou o mundo pela riqueza nele contida já que, excepcionalmente, não havia sido violado por saqueadores como acontecia com quase toda sepultura real. Os inúmeros objetos achados no seu interior possibilitaram um melhor conhecimento sobre a vida, a arte e os costumes do Egito naquela época.
c. 1295 a 1186Antigo EgitoXIX dinastia: oito faraós, entre os quais dois Ramsés e dois Seti. O mais importante desta dinastia foi, sem dúvida, Ramsés II, cognominado Ramsés, o Grande.
c. 1291 a 1278Antigo EgitoReinado de Seti I, segundo faraó da XIX dinastia (o primeiro foi Ramsés I). Seu reinado foi marcado por muitas campanhas militares, sendo uma das principais a tomada da cidade síria de Kadesh, localizada na fronteira entre os impérios egípcio e hitita, que estava sob domínio hitita.
c. 1279 a 1213Antigo EgitoReinado de Ramsés II, um dos mais longos do Egito (66 anos). Era filho de Seti I. Sua principal esposa era Nefertari, tida como de grande beleza. Entre seus maiores feitos, pode-se citar a construção de templos no complexo de Karnak, expansão do Templo de Luxor e construção dos templos de Abu-Simbel. Foi sucedido por Meremptah, seu décimo-terceiro filho, que só assumiu o trono porque todos seus irmãos mais velhos já tinham falecido.
Embora muitos autores citem Ramsés II como sendo o faraó do Êxodo dos hebreus, não existem provas desse fato. Alguns estudiosos apontam outros faraós como sendo aquele mencionado no relato bíblico.
Karnak: imenso complexo de templos localizado na antiga cidade de Tebas. Era o maior local religioso da Antiguidade, sendo constituído por quatro áreas principais: recinto de Amon-Rá (o mais importante deus egípcio); recinto de Mut (deusa-mãe); recinto de Montu (deus filho de Amon e Mut) e o templo de Amenófis IV (construído quando este faraó ainda não havia feito a reforma religiosa e mudado seu nome para Akhenaton). O templo principal do complexo de Karnak era dedicado ao deus Amon-Rá. O conjunto começou a ser construído no início do Novo Império (c. 1600 a.C.) e foi sendo ampliado com novos templos e monumentos ao longo dos reinados de cerca de trinta faraós até o Período Ptolomaico (século III a I a.C.). Ramsés II foi um dos faraós que mais contribuíram para a expansão do santuário.
Templo de Luxor: localizado às margens do rio Nilo e próximo ao complexo arquitetônico de Karnak. Sua construção foi iniciada por Amenófis III (c. 1388 a 1352 a.C.) e ampliado por outros faraós, principalmente, Ramsés II (c. 1279 a 1213 a.C.).
Abu Simbel: conjunto arquitetônico localizado no sul do Egito, composto de dois templos escavados na rocha, mandados construir por Ramsés II para homenagear a si e a sua esposa principal, Nefertari. A entrada do templo é guardada por quatro enormes estátuas de Ramsés (a segunda delas foi parcialmente destruída por um terremoto em 27 a.C.).
Remanejamento: no início dos anos 60, houve um grande esforço internacional para transferir o complexo arqueológico de Abu Simbel do seu local original, já que a construção da barragem de Assuã no alto Nilo, iria fazer submergir aqueles templos. Assim, no período de 1964 a 1968, todo o conjunto foi cortado em blocos e realocado num ponto mais alto e mais afastado do rio Nilo. numa fantástica obra de engenharia arqueológica.
1274Antigo Egito / Civ. HititaBatalha de Kadesh (às margens do rio Orontes, na região da Síria atual): logo depois da retomada de Kadesh por Seti I, a cidade voltou a cair em poder dos hititas, obrigando Ramsés II a uma nova ação militar. Acredita-se que tenha sido a maior batalha da Antiguidade envolvendo bigas (carros de guerra). Ao final do confronto, os dois exércitos saíram proclamando-se vitoriosos. No lado egípcio, existe um famoso mural ("Poema de Kadesh") mostrando Ramsés II vitorioso segurando os hititas pelo cabelo.
c.1250Civ. HebraicaÊxodo bíblico: Moisés, que se tornaria em um dos mais importantes líderes religiosos dos hebreus, consegue libertar seu povo do jugo egípcio e o conduz de volta à terra de Canaã, em uma longa peregrinação de cerca de quarenta anos pelo deserto. Esse fato é narrado no livro de Êxodo, o segundo da Bíblia. Moisés vem a falecer antes de terminada sua missão, sendo a reconquista de Canaã concluída por Josué, sucessor de Moisés, em um processo longo e difícil, com inúmeras lutas e batalhas contra os povos que habitavam a região, principalmente cananeus e filisteus.
Monoteísmo judaico: durante os quarenta anos do Êxodo, Moisés, através de suas visões e inspirações, levou seu povo à adoração de um Deus único, Jeová, o que tornou o Judaísmo a primeira religião a adotar, efetivamente, o monoteísmo, já que o movimento monoteísta de Akhenaton no Egito durou apenas o período de seu reinado, pois, logo após sua morte, o Egito retornou às práticas politeístas. Segundo a Bíblia, Deus se revelou a Moisés no alto do Monte Sinai e para selar uma aliança com o povo judeu transmitiu ao profeta as famosas Tábuas da Lei - os Dez Mandamentos - que estabeleceram os preceitos morais e éticos que, até hoje, norteiam as religiões judaica e cristã.
c. 1200Grécia AntigaChegam os dórios, último grupo indo-europeu a penetrar em território grego. Arrasam cidades e afugentam a população. Começa o declínio de Micenas.
c. 1200 a 1020Civ. HebraicaPeríodo em que os Hebreus, até então organizados em tribos passam a ser liderados pelos chamados juízes, líderes políticos, religiosos e militares cuja missão era conduzir o povo e comandar o exército. Os principais juízes foram: Gedeão, Jefté, Sansão e Samuel.
Tradicionalmente, os nomes das tribos dos hebreus derivavam dos nomes dos 12 filhos de Jacó: Rubem, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim. Posteriormente, a tribo de José se abriu em duas, correspondentes a seus filhos, netos de Jacó: Manassés e Efraim. Assim, na verdade, as tribos passaram a ser 13, mas somente 12 receberam porções de terra quando os judeus retornaram do Egito, já que os membros da tribo de Levi foram designados apenas para as tarefas religiosas.
c. 1200 a 400Civ. Pré-colombianasOs olmecas se constituíram na primeira civilização evoluída encontrada em terras americanas. Habitavam um vasto território que se estendia do centro-sul do México até a América Central. Possuiam escrita, sistema de numeração e calendário, além de praticarem avançadas técnicas de agricultura. Suas principais construções e monumentos eram dedicados a fins religiosos. As principais civilizações posteriores da região meso-americana como maias, toltecas e astecas sofreram grande influência da cultura olmeca.
c. 1213 a 1203Antigo EgitoReinado de Meremptah (Meneptah), décimo-terceiro filho de Ramsés II. Só assumiu o trono porque todos seus irmão mais velhos já tinham falecido. Ao chegar ao poder, já estava com quase 60 anos.
c.1193 a 1183 (?)Grécia AntigaGuerra de Tróia: gregos micênicos destroem Tróia, cidade que ocupava uma posição estratégica entre os mares Egeu e Negro.
Essa guerra foi descrita por Homero no poema épico "Ilíada" (Tróia era chamada de Ilion pelos gregos). Existem, contudo, muitos historiadores que não creem que essa guerra tenha ocorrido, sendo apenas fruto da imaginação de Homero.
c. 1188 a 1186Antigo EgitoReinado de Tausert (Tausret), última governante da XIX dinastia. Foi uma das raras rainhas efetivamente governantes (as outras foram: Nitócris da VI dinastia; Neferusobek da XII dinastia e Hatshepsut da XVIII dinastia).
c. 1183 a 1152Antigo EgitoReinado de Ramsés III, da XX dinastia, considerado o último grande faraó. Derrotou os "povos do mar", tribos indo-européias, oriundas da Europa, que haviam aniquilado os hititas. Após Ramsés III sucederam-se outros oito faraós com o nome de Ramsés (Ramsés IV até Ramsés XI).
Após a morte de Ramsés III, começa a decadência final do Egito. Todos os reinados seguintes são muito frágeis, sofrendo com constantes revoltas internas e desordens populares devido à fome. Os ladrões saqueiam os túmulos reais para se apoderarem das riquezas.
c. 1122 a 256ChinaDinastia Zhou: mais longa dinastia chinesa. Nesse período viveram os filósofos Confúcio e Lao-Tsé.
c. 1100 a 800Grécia AntigaPeríodo Homérico (também conhecido como Idade das Trevas na Grécia): período que se estende da invasão dórica e decadência de Micenas até a ascensão das primeiras cidades-estado gregas. Caracteriza-se por um grande declínio da civilização grega: cidades e palácios destruídos ou abandonados; ausência de escritos em língua grega; cerâmica rudimentar sem a beleza do período micênico; pouquíssimo comércio com outros países.
Esse período é chamado de Homérico, pois as poucas informações existentes provêm das obras "Ilíada" e "Odisseia", atribuídas a Homero, o maior poeta épico da Grécia que teria vivido em torno de 700 a.C., cerca de trezentos anos após os fatos que ele relata. Na verdade, existe muita controvérsia se Homero existiu de fato, ou se as obras teriam sido escritas por dois outros autores, já que são muito diferentes no estilo e no vocabulário.
c. 1069 a 664Antigo EgitoTerceiro Período Intermediário marca o fim do Novo Império. Engloba as fracas dinastias XXI a XXV que não detinham o poder em todo o Egito. Cresce a anarquia, com a fragmentação do país e muitos reinados paralelos.
c. 1020 a 1000Civ. HebraicaDevido à necessidade de uma maior disciplina e organização para enfrentar as guerras constantes, o povo pede um rei para governá-los. Samuel, o último dos juízes, escolhe Saul, da tribo de Benjamim, para ser o primeiro rei israelita, o qual reina por cerca de 20 anos.
c. 1011 a 971Civ. HebraicaDavid, proveniente da tribo de Judá, sucede a Saul no trono. Ficou famoso por haver derrotado o gigante filisteu Golias. Uniu as doze tribos dos hebreus em um só estado. Reinou por cerca de quarenta anos.