Período (a.C.)TemaEvento
c.1000Civ. HebraicaRei David toma a cidade de Jerusalém dos jebuseus e a transforma em capital do reino de Israel.
c. 1000 a 300Civ. Etrusca (ou Tirrena)Os etruscos eram um povo que habitava o centro da Itália (aproximadamente a região da Toscana atual) e que constituíram uma civilização florescente muito tempo antes dos romanos.
Até hoje, são muitas as questões não esclarecidas sobre as origens e cultura dos etruscos. Alguns crêem que eram originários da Ásia Menor. A língua etrusca, embora parcialmente decifrada, não tem parentesco com nenhuma outra língua conhecida. Do núcleo inicial, os etruscos expandiram bastante, chegando a controlar o comércio do mar Tirreno e dominando partes do norte e sul da península Itálica e governando Roma por mais de cem anos (616 a 509 a.C.). O declínio desta civilização começou quando sua frota foi destruída por Siracusa, colônia grega na Sicilia, em 474 a.C. Em 396 a.C., após um cerco de dez anos, uma das principais cidades etruscas - Veii - é tomada pelos romanos. A partir deste ponto, inicia-se um processo de absorção dos etruscos pelos romanos, embora muito da cultura etrusca tenha sido adotada pelos vitoriosos.
Os três últimos reis de Roma - Tarquínio, o Antigo; Sérvio Túlio e Tarquinio, o Soberbo - eram etruscos.
c. 971 a 931Civ. HebraicaReinado de Salomão, filho de David, marca o apogeu da monarquia hebraica. Seu maior feito foi a construção de um suntuoso templo em Jerusalém, onde as Tábuas da Lei ficavam guardadas em uma urna especial, denominada Arca da Aliança.
Salomão foi descrito pelos judeus como o mais sábio e justo governante de todos os tempos. Contudo o fausto de seu reinado e suas extravagâncias (possuía um harém com cerca de 700 esposas e 300 concubinas) exigiam grandes importações de produtos caríssimos, acarretando constantes aumentos dos impostos que empobreciam o povo e provocavam profundo descontentamento entre seus súditos.
Visita da Rainha de Sabá: um dos relatos mais conhecidos do reinado de Salomão é a visita que a rainha de Sabá teria feito a Israel e o romance ocorrido entre os dois monarcas. (obs.: Sabá foi um reino riquíssimo de localização ainda não precisa: alguns crêem que se situava no sul da Península Arábica, atual Iêmen; outros indicam a região do "Chifre da África", onde ficam a Etiópia e a Somália). Conta a lenda que teria sido uma mulher de uma beleza incomparável. Na Etiópia, existe a crença de que a família real etíope seria descendente direta de um provável filho da rainha de Sabá com Salomão.
c. 943 a 922Antigo Egito / Civ. HebraicaReinado do faraó Shoshenq I (Sheshonk I) da XXII dinastia. Em 925 a.C., promoveu uma campanha militar contra a Palestina, tomando Jerusalém e saqueando o Templo.
Todos os governantes das dinastias XXII (onze faraós) e XXIII (oito faraós) tinham origem líbia (dinastias líbias).
c. 926Civ. HebraicaCisma de Israel: divisão do reino de Israel após a morte de Salomão. As dez tribos do norte, sob o comando de Jeroboão, constituem o Reino de Israel, capital Samaria. As duas tribos do sul (Judá e Benjamim) constituem o Reino de Judá, capital Jerusalém, tendo Roboão, legítimo sucessor de Salomão, como rei.
c. 912MesopotâmiaO rei Adad-nirari II assume o trono dos assírios e inaugura uma dinastia que se preocupa com o fortalecimento do reino, preparando as bases para o estabelecimento de um poderoso Império Assírio, que viria a se concretizar cerca de 200 anos mais tarde.
Os assírios eram um povo semita estabelecido, originalmente, no norte da Mesopotâmia, na região do alto Rio Tigre. Nesta época, sua principal cidade era Assur e eles alternavam períodos de independência com outros em que eram rebaixados a um mero estado-vassalo.
c. 800 a 701 (séc. VIII)Grécia AntigaProvável período da vida de Homero, poeta épico grego, autor de "Ilíada" e "Odisseia".
Várias controvérsias existem a respeito de Homero. Enquanto alguns estudiosos crêem que Homero não teria escrito as duas obras, outros acham que Homero nem teria existido, sendo apenas um nome lendário ou apenas a pessoa responsável pela compilação de lendas já existentes.
814FeníciaFundação da cidade de Cartago, no norte da África (região da atual Tunísia), por fenícios provenientes da cidade de Tiro.
c. 800GáliaTribo celta dos gauleses se estabelece na Gália, território atual da França.
Entre os séculos V a I a.C., os celtas exerceram forte domínio no cenário europeu, mas a partir de então iniciou-se um processo gradual de enfraquecimento devido, tanto ao avanço dos romanos, como às investidas dos povos germânicos. Nas ilhas Britânicas, contudo, os celtas mantiveram sua autonomia ainda por muitos séculos.
776Grécia AntigaPrimeiros Jogos Olimpícos da Antiguidade: este evento, realizado a cada quatro anos na cidade de Olimpia, tornou-se tão importante que a data de sua primeira edição foi tomada como marco inicial do calendário grego. Estes jogos duraram até 393 a.D., quando foram abolidos pelo imperador romano cristão Teodósio I por considerá-los uma manifestação do paganismo.
776 a 490Grécia AntigaPeríodo Arcaico: se estende da data dos primeiros Jogos Olímpicos (776 a.C.) até o início das guerras Greco-Pérsicas (490 a.C.). Nesse período a Grécia passou a ser dividida em cidades politicamente independentes, as cidades-estado (polis), sendo as principais Atenas (centro da cultura grega), Esparta (cidade mais militarizada), Corinto e Tebas. Tem início também o expansionismo grego com a fundação de colônias em várias regiões: a leste (Ásia Menor até a costa do mar Negro) e a oeste (Albânia, sul da Itália; Sicília; Córsega; França; Espanha).
Apesar da autonomia das cidades, existiam algumas características que eram compartilhadas por toda a civilização grega: o alfabeto fonético derivado do alfabeto fenício; os versos de Homero (um senso de passado micênico comum); os Jogos Olímpicos que reuniam todas as cidades e a existência de santuários religiosos comuns, como o Oráculo de Delfos.
753Roma AntigaFundação da cidade de Roma, segundo a tradição. Diz a lenda que dois irmãos gêmeos, Rômulo e Remo, que haviam sido amamentados por uma loba, foram os fundadores da cidade. Teria havido, então, uma discórdia entre eles para se decidir quem seria rei, quando, então, Rômulo teria matado Remo.
Em torno dos séculos X a VIII a.C., a Península Itálica era habitada por vários povos: alguns pertencendo ao mesmo grupo étnico, como os latinos, oscos, úmbrios e sabinos; outros, como os etruscos, que se situavam mais ao norte, pertenciam a outra etnia. Há de se considerar também os gregos que possuíam várias colônias no sul da península. Quanto à real história da fundação de Roma, existem várias teorias a respeito. Alguns autores acreditam que ela tenha sido fundada pelos etruscos. Outros estudiosos defendem a tese de que ela tenha se originado de um forte erigido pelos próprios latinos às margens do rio Tibre.
Lenda ou não, teria tido início nesta época a história do pequeno vilarejo da região do Lácio na península Itálica que, em alguns séculos, passaria a centro de um dos maiores e mais poderosos impérios do mundo, cujo domínio abrangeria toda a região do Mediterrâneo e áreas adjacentes na Europa, África e Ásia. Durante os cerca de 1200 anos de sua história antiga, Roma passou por três regimes políticos: monarquia, república e império.
753 a 509Roma AntigaMonarquia Romana: sete reis teriam governado Roma durante o período monárquico: Rômulo; Numa Pompilio; Túlio Hostilio; Anco Márcio; Tarquinio, o Antigo; Sérvio Túlio; Tarquinio, o Soberbo. Muitos estudiosos crêem que os reis, principalmente os quatro primeiros, seriam mais legendários do que históricos. Para estes autores, os três últimos reis, de origem etrusca, seriam de existência menos incerta.
Entre os principais feitos que a tradição atribui a cada um desses reis estão: Numa Pompilio: rei sabino que teria organizado o culto religioso; Túlio Hostilio: teria destruído a cidade rival de Alba Longa; Anco Márcio: teria fundado o porto de Óstia; Tarquinio, o Antigo: primeiro rei etrusco a reinar em Roma deu início à construção do Capitólio (Templo de Júpiter), da Cloaca Máxima (sistema de esgotos) e do Circus Maximus (arena); Sérvio Túlio: procedeu a uma grande reforma social dividindo a população de acordo com o domicílio e em categorias sociais conforme a riqueza de cada um; Tarquinio, o Soberbo: terminou as obras do Capitólio e da Cloaca Máxima, sendo deposto por aristocratas que implantaram a República.
745 a 727MesopotâmiaReinado de Tiglatfalasar III (Tiglath-Pileser III), general que se apoderou do governo, sendo a ele atribuído a fundação do Império Assírio. Com a tomada da Babilônia em 729 a.C. os assírios passaram a controlar toda a Mesopotâmia. Tiglatfalasar III é considerado um dos principais líderes militares da história.
Os reinados seguintes (Salmanasar V, Sargão II, Senaquerib, Esarhadon e Assurbanipal) marcaram o apogeu dos assírios. Seu império, além de toda a Mesopotâmia, se estendia pela Siria, Palestina, Fenícia e Ásia Menor até a Armênia.
c. 730 a 710Grécia AntigaÉpoca provável da fundação de Esparta, uma das mais importantes cidades-estado gregas.
Esparta, localizada na península do Peloponeso, viria a se tornar na cidade mais militarizada da Grécia. Seus cidadãos estavam continuamente mobilizados para a guerra. Era aristocrática e conservadora. Todas as suas leis eram atribuídas a Licurgo, um legislador lendário, que teria vivido no século VIII a.C.
727 a 722Mesopotâmia / Civ. HebraicaSalmanasar V, rei assírio, inicia a conquista do reino de Israel.
722Mesopotâmia / Civ. HebraicaQueda do Reino de Israel: Sargão II, rei assírio, termina a conquista de Israel, destruindo sua capital Samaria. A população se espalha pelo vasto território assírio e se mistura a outros povos, dando origem às chamadas "dez tribos perdidas de Israel".
Durante séculos, houve muita especulação sobre o destino dessas dez tribos perdidas (Rubem, Simeão, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, Manassés e Efraim), que nunca mais foram mencionadas na Bíblia nem em outros relatos. Mas, o mais provável, é que com a conquista assíria do reino de Israel, os hebreus remanescentes tenham se misturado com outras populações, perdido vínculos com suas tribos e abandonado suas tradições.
705 a 681MesopotâmiaSenaquerib, rei assírio, transfere a capital do Império Assírio de Assur para Nínive.
701Mesopotâmia / Civ. HebraicaOs assírios, comandados por Senaquerib, sitiam Jerusalém que resiste bravamente sob inspiração do profeta Isaias. Por algum motivo desconhecido (peste ou mesmo um acordo envolvendo pagamento de altos tributos), os assírios batem em retirada.
c. 700PérsiaMedos e persas, tribos indo-européias, invadem o planalto iraniano, dominam os elamitas e inauguram a dinastia aquemênida, cujos reis se mantém no poder até 330 a.C., quando Alexandre, o Grande conquista o Império Persa.
Durante o período aquemênida, a religião ofical do Império Persa era o Zoroastrismo, uma religião monoteísta fundada pelo profeta Zaratustra (ou Zoroastro como era chamado pelos gregos).
c. 700 a 400ÍndiaPeríodo em que teriam surgidos os "Upanishads", comentários escritos em sânscrito sobre os Vedas (antigos textos sagrados do Hinduísmo).
c. 671 a 664Antigo Egito / MesopotâmiaInvasões assírias ao Egito: Esarhaddon (Assaradon), rei da Assíria, ataca o Egito em 671 a.C., capturando e saqueando a cidade de Mênfis. O faraó Taharka foge para o sul e os assírios colocam no trono egípcio Necau I. Por duas vezes os egípcios conseguem reconquistar suas posições, obrigando os assírios a novas expedições militares contra o Egito, em 667 e 664 a.C, ambas sob o comando de Assurbanipal, sucessor de Esarhaddon.
669 a 627Antigo Egito / MesopotâmiaReinado de Assurbanipal, último grande rei assírio. Ficou famoso como um dos pouquíssimos reis da antiguidade que sabia ler e escrever. Criou uma grande biblioteca em Nínive com milhares de textos cuneiformes. Seu exército invadiu duas vezes o Egito (667 e 664 a.C.).
Depois da morte de Assurbanipal (627 a.C.), o Império Assírio começa a se desintegrar sendo invadido por vários povos, principalmente os medos.
c. 664 a 332Antigo EgitoPeríodo Tardio: esta foi a última fase verdadeiramente egípcia do país. Com a chegada de Alexandre, o Grande e, em seguida, com a dinastia Ptolomaica, a cultura egípcia foi substituída pela grega.
c. 664 a 610Antigo EgitoReinado do faraó Psamético I da XXVI dinastia. Conseguiu libertar os egipcios do jugo assírio e fixou a capital em Saís, no delta do Nilo. Seu longo reinado marcou o início de um período de recuperação econômica e cultural, denominado Renascimento Saíta.
621Grécia AntigaDrácon, legislador encarregado de elaborar um código de leis escritas para Atenas, propõem uma legislação extremamente severa prevendo pena de morte ou exílio para a maioria dos crimes. Daí surge o adjetivo "draconiano" significando algo excessivamente severo ou rigoroso.
Os legisladores surgiram quando a aristocracia ateniense, que exercia o poder sem contestação, se viu ameaçada pela classe dos comerciantes ricos e pela população mais pobre e marginalizada.
c. 620 a 560Grécia AntigaVida de Esopo, autor grego das famosas "Fábulas".
612MesopotâmiaNínive é tomada por Nabupolassar à frente de um exército formado por caldeus e medos. A queda de sua capital marca o fim do Império Assírio e o início do Segundo Império Babilônico.
Os caldeus eram um povo semita que habitava os estuários dos rios Tigre e Eufrates, no sul da Mesopotâmia.
612 a 539MesopotâmiaSegundo Império Babilônico: criado pelo líder caldeu Nabupolassar, após sua vitória sobre os assírios. Esse período, também conhecido como neo-babilônico ou dinastia caldaica, marca a ascensão da Babilônia como a maior potência da região e dura até 539 a.C, quando os persas assumem o poder em toda a Mesopotâmia.
610 a 595Antigo EgitoReinado de Necau II da XXVI dinastia: seu maior feito foi organizar a primeira viagem de circunavegação da África. Segundo o historiador grego Heródoto, Necau II contratou marinheiros fenícios que, em três anos, deram a volta no continente africano, navegando do Mar Vermelho até à foz do Rio Nilo.
609Antigo Egito / Civ. HebraicaJosias, rei de Judá, é morto pelo exército do faraó egípcio Necau II.
605 a 562MesopotâmiaReinado de Nabucodonosor II, famoso devido aos relatos bíblicos sobre a tomada de Jerusalém. Entre as grandes obras de seu reinado, citam-se os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo .
Até hoje, ainda não foram encontradas comprovações arqueológicas da real existência desses famosos jardins
594Grécia AntigaSólon elabora uma nova legislação limitando os excessos do código de Drácon e estabelecendo justiça baseada na igualdade de todos perante a lei. Sua legislação acabou desagradando aos aristocratas e até ao povo que desejava uma reforma agrária. Foi considerado um dos "Sete Sábios da Grécia Antiga".
587Mesopotâmia / Civ. HebraicaQueda de Jerusalém: após um cerco de 18 meses, as tropas do rei babilônico Nabucodonosor II transpõem os muros de Jerusalém e destroem o famoso Templo de Salomão, marcando o fim do reino de Judá.
Os judeus sobreviventes foram levados cativos para a Babilônia ou se espalharam pelo mundo, na primeira grande diáspora do povo hebreu. Esse período ficou conhecido como "Cativeiro da Babilônia".
c. 570 a 496Grécia AntigaVida de Pitágoras, matemático e filósofo grego, famoso por haver enunciado o chamado "Teorema de Pitágoras: em um triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos" .
c. 563 a 483ÍndiaPeríodo em que viveu o príncipe indiano Sidarta Gautama, fundador do Budismo. Após uma experiência transcendental (a Iluminação) na sua longa busca pelo sentido da vida, transformou-se no Buda (o Iluminado).
Segundo a tradição, Buda teria se sentado sob uma figueira da espécie "Ficus religiosa" (árvore Bodhi) e meditado durante sete anos até sua mente atingir o estágio da Iluminação.
559 a 530PérsiaReinado de Ciro II, o Grande da dinastia aquemênida. Uniu medos e persas formando o Império Persa.
551 a 479ChinaVida de Confúcio, filósofo chinês que fundou o Confucionismo, doutrina amplamente difundida na China e em outros países asiáticos e que abrange religião, filosofia, política e ética.
547PérsiaCiro II, rei da Pérsia, derrota Creso, rei da Lídia e dá início ao expansionismo do Império Persa que se volta para a Mesopotâmia (Império Babilônico) e, logo depois, para as colônias gregas da Ásia Menor.
A Lídia era um reino muito próspero localizado na Ásia Menor (atual Turquia), cuja capital era a cidade de Sardes. Seu último rei, Creso, ficou famoso na Antiguidade pela sua riqueza. Até hoje, em algumas línguas ocidentais, se usa a expressão "rico como Creso". Foi ele quem deu início à construção do templo mais grandioso da Antiguidade, o Templo de Ártemis localizado na cidade de Éfeso.
Esse templo era uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Estima-se que a obra tenha levado 120 anos para ser concluída. Foi destruído duas vezes: a primeira, em 21 de julho de 356 a.C., por um incêndio criminoso, coincidentemente, na mesma noite em que Alexandre, o Grande nascia. Reconstruído a partir de 323 a.C., foi novamente destruído em 262 d.C. pelos ostrogodos.
546 a 527Grécia AntigaGoverno de Pisístrato: considerado um tirano por ter assumido o governo à força, acabou sendo muito bem aceito pelo povo, devido às medidas populares que tomou. Foi sucedido pelos seus filhos Hipias e depois Hiparco.
539Pérsia / Mesopotâmia / Civ. HebraicaCiro II derrota Nabonidus, último rei do Segundo Império Babilônico e assume o poder em toda a Mesopotâmia. Os judeus que estavam cativos na Babilônia são autorizados a regressar à Palestina, pondo fim ao "Cativeiro da Babilônia".
Judá torna-se um estado vassalo do Império Persa e seus habitantes passam a ser denominados judeus. Nessa condição permanecem por cerca de duzentos anos até a conquista dos persas por Alexandre, o Grande
525Pérsia / Antigo EgitoBatalha de Pelusa: Cambises II, imperador persa, filho de Ciro II, derrota o faraó Psamético III da XXVI dinastia e conquista o Egito.
Psamético III foi levado acorrentado para Susa (na época, capital do Império Persa) e executado.
c. 525 a 456Grécia AntigaVida de Ésquilo, primeiro dos poetas trágicos da Grécia. Suas obras principais são: "Os Persas"; "Os Sete contra Tebas"; "Prometeu Acorrentado" e "Oréstia".
525 a 404Antigo EgitoPrimeiro Período de Domínio Persa: após a derrota de Psamético III, o Egito ficou sob o domínio persa até 404 a.C. Neste período, denominado XXVII dinastia, os reis persas eram considerados faraós do Egito. Foram eles: Cambises II, Dario I, Xerxes I, Artaxerxes I, Dario II.
521 a 486PérsiaReinado de Dario I, o Grande.
515Civ. HebraicaConclusão do Segundo Templo, cuja reconstrução fora iniciada por Zorobabel (governador da Judéia, nomeado pelo rei persa). Era um templo bem modesto que nem de longe lembrava o magnífico Templo de Salomão, constituindo-se mesmo em uma grande decepção para muitos judeus, principalmente porque a Arca da Aliança não mais existia: havia sido perdida para sempre quando da destruição de Jerusalém pelos babilônios.
Existem divergências entre os historiadores sobre a denominação Segundo Templo. Enquanto alguns consideram como Segundo Templo este de Zorobabel, sendo aquele mandado erigir por Herodes, no século I a.C., como o Terceiro Templo, outros estudiosos ignoram o templo de Zorobabel e denominam o templo de Herodes como Segundo Templo.
509Roma AntigaRoma torna-se uma república, regime que duraria até o ano de 27 a.C, quando foi criado o Império.
Não se sabe ao certo, o motivo que teria levado a aristocracia romana (nobres proprietários de terras, denominados patrícios) a derrubar o regime monárquico e implantar uma república. Alguns autores julgam que a mudança de regime teria ocorrido devido à ameaça sentida pelos nobres quando o etrusco Tarquínio, o Soberbo, último rei, procurou se aproximar da plebe, a mais baixa camada social em Roma constituída por comerciantes, artesãos, pequenos proprietários de terras e estrangeiros.
Na República Romana, o poder era exercido pelos magistrados (autoridades do poder público), sendo o nível mais alto o de cônsul. Outros magistrados eram os pretores, os censores, os edis e os questores. Os cargos eram sempre ocupados por, no mínimo, duas pessoas, sendo eleitos, anualmente, pela Assembléia das Centúrias (Assembléia Centuriata). Em períodos de crise, os cônsules podiam indicar um ditador que governava de forma absoluta durante seis meses.
508 a 502Grécia AntigaClístenes: político e legislador ateniense responsável por reformas políticas que estabeleceram os fundamentos da democracia ateniense como a participação direta dos cidadãos no governo (excluíndo-se os artesãos estrangeiros, chamados de metecos, os escravos, as mulheres e as crianças). Seu governo dá início a um período de estabilidade que possibilita o advento da Grécia Clássica.