Período (a.C.)TemaEvento
c. 500 a 400ChinaPeríodo provável em que Lao Tsé (Lao Zi), filósofo chinês, teria escrito o livro "Tao Te Ching", obra fundamental do Taoísmo.
496 a 405Grécia AntigaVida de Sófocles, poeta trágico grego, cujas principais obras foram "Antígona"; "Electra"; "Édipo Rei".
494PérsiaPersas destroem a cidade de Mileto, importante colônia grega na Ásia Menor.
494Roma AntigaRevolta do Monte Sagrado: provavelmente, a primeira greve registrada na História. Através desse movimento, os plebeus conseguem a aprovação de mais um cargo de magistratura, voltado para defender os interesses da sua classe junto ao Senado: os tribunos da plebe.
Revoltas da Plebe: assim foram chamadas as cinco rebeliões da camada mais baixa da população (os plebeus) contra a aristocracia romana (os patrícios). Essas revoltas ocorreram em um período de, aproximadamente, 200 anos (entre os séculos V e III a.C.), possibilitando aos plebeus melhorias em sua posição social.
490 a 431Grécia AntigaVida de Fídias, expoente máximo da arquitetura grega. Sua obra-prima foi a Estátua de Zeus, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.
Essa monumental estátua ficava dentro do templo dedicado a Zeus, na cidade de Olímpia. Acredita-se que tenha sido levada para Constantinopla e lá destruída em um incêndio, por volta de 450 d.C.
490 a 480Grécia Antiga / PérsiaGuerras Greco-Pérsicas (ou Guerras Médicas): após a vitória sobre Creso, rei da Lídia, o expansionismo persa atinge as colônias gregas da Ásia Menor. Dario I, o Grande exige a submissão das cidades gregas, mas essas se rebelam. Mileto é arrasada. Atenas e Esparta passam a apoiar a luta contra a dominação persa. Ocorrem duas guerras entre a Grécia e a Pérsia, guerras essas relatadas por Heródoto de Halicarnasso (484 a 425 a.C.), considerado o "Pai da História", em sua obra denominada "História".
490Grécia Antiga / PérsiaPrimeira Guerra Greco-Pérsica: Dario I, rei da Pérsia, desembarca seu exército na região da Ática, próximo a Atenas. Na Batalha de Maratona, o ateniense Milcíades, à frente de pouco mais de 10 mil soldados gregos, derrota as tropas persas muito mais numerosas, comandadas por Mardônio.
Conta-se que após a vitória, Milcíades ordenou a um soldado, Fidípedes, que levasse a notícia até Atenas distante 40 quilômetros. Lá chegando, o mensageiro só teve forças para dizer "Vencemos" e caiu morto.
490 a 356Grécia AntigaO período da história grega que se estende do início das guerras Greco-Pérsicas em 490 a.C. até a conquista Macedônica em 356 a.C é denominado Grécia Clássica.
486 a 465PérsiaReinado de Xerxes I, filho de Dario I.
485 a 406Grécia AntigaVida de Eurípides, poeta trágico grego, cujas principais obras são "Alceste" e "Medéia".
480Grécia Antiga / PérsiaSegunda Guerra Greco-Pérsica: Xerxes I envia um exército e uma esquadra muito mais poderosos contra os gregos (alguns falam em cerca de 250 mil soldados e 1200 navios). Depois de derrotarem os gregos na Batalha das Termópilas, os persas conquistam Atenas. Mas, em seguida, na Batalha naval de Salamina a esquadra persa acaba aniquilada pelos navios gregos.
480Grécia Antiga / PérsiaBatalha das Termópilas: Leônidas, rei de Esparta, à frente de um pequeno exército grego, sendo 300 espartanos, tenta retardar o avanço dos persas no desfiladeiro das Termópilas. Ao final, são totalmente massacrados, mas esse ato heróico possibilita que Atenas seja evacuada. Quando os persas chegam, a cidade se encontra vazia. Atenas é conquistada e incendiada. Seus muros são derrubados e a Acrópole é destruída.
480Grécia Antiga / PérsiaBatalha Naval de Salamina: os gregos, comandados pelo ateniense Temístocles, atraem a esquadra persa para o estreito canal de Salamina. Os pesados navios persas não encontram espaço de manobra naquele local e são facilmente derrotados pelos ágeis navios gregos.
c. 475 a 221ChinaPeríodo dos Estados Guerreiros: com o enfraquecimento da dinastia Zhou, sete reinos rivais passam a lutar entre si pela supremacia. Este período termina em 221, quando Qin Shi Huangdi consegue vencer os outros seis e unifica o país, dando início à Dinastia Qin.
474Civ. Etrusca / Grécia AntigaSiracusa, colônia grega na Sicília, destrói a frota etrusca dando início ao seu declínio.
470 a 399Grécia AntigaVida de Sócrates, famoso filósofo grego fundador da filosofia humanista. Nada deixou escrito. Suas idéias foram passadas oralmente para seus discípulos. Foi acusado de renegar os deuses de Atenas e de corromper a juventude, sendo obrigado a se suicidar tomando cicuta.
461 a 429Grécia AntigaGoverno de Péricles, célebre líder da democracia ateniense. Esse período marca o auge do esplendor cultural de Atenas, sendo conhecido como "Era de Péricles". Morreu de uma peste (possivelmente, febre tifoide) que dizimou cerca de um quarto da população ateniense.
O famoso Parthenon, templo dedicado à deusa Atena localizado na Acrópole de Atenas, foi construído nesse período.
460 a 377Grécia AntigaVida de Hipócrates, considerado o "Pai da Medicina".
445Grécia Antiga / PérsiaTratado de Susa (também conhecido como Paz de Kallias) estabelece o fim das hostilidades entre gregos e persas e reconhece a hegemonia grega na Ásia Menor e nos mares Egeu e Negro. Atenas passa a ser a mais poderosa cidade grega, o que gera forte rivalidade com Esparta e Corinto.
431 a 404Grécia AntigaGuerra do Peloponeso põe frente a frente a Confederação de Delos, liderada por Atenas e a Liga do Peloponeso, comandada por Esparta. Foi motivada pelo choque de interesses políticos e econômicos das duas principais cidades gregas. O conflito durou 27 anos e terminou com a vitória de Esparta. Na última batalha, uma frota espartana, sob o comando de Lisandro, derrotou a esquadra ateniense em Egos-Pótamos (local da antiga Trácia, atual Turquia). Em março de 404, Atenas foi conquistada.
A guerra entre Esparta e Atenas foi descrita pelo historiador Tucídides (c. 460 a 400 a.C.) no livro "História da Guerra do Peloponeso".
427 a 347Grécia AntigaVida do filósofo Platão, principal discípulo de Sócrates. Fundador da Academia de Atenas, também conhecida como Academia de Platão, primeira escola de filosofia de que se tem notícia. Entre suas principais obras, destacam-se: "O Banquete" e "A República".
413 a 323Grécia AntigaVida de Diógenes de Sínope, principal filósofo grego da corrente do Cinismo, doutrina segundo a qual a felicidade não depende de nada externo à própria pessoa. Vivia em um tonel e só possuía uma túnica em farrapos e um cajado. Procurava imitar a vida simples dos animais e comia o que encontrava. Conta-se que, às vezes, andava com uma lanterna na mão, em plena luz do dia, dizendo que "estava à procura de um verdadeiro Homem".
Ficou famosa a história de que um dia, em Corinto, Alexandre, o Grande, postou-se diante do filósofo que se aquecia ao sol, fazendo-lhe sombra. Então, como prova de sua admiração pelo filósofo, teria dito: "Pede o que quiseres que eu te concederei", ao que Diógenes respondeu: "Peço-te que não me tires o que não podes me conceder: saia da frente do meu Sol". Essa resposta ilustra bem o pensamento cínico: Diógenes estava feliz com o que tinha, nada mais desejando.
404 a 371Grécia AntigaPeríodo de supremacia de Esparta.
404 a 398Antigo EgitoReinado de Amirteu, único faraó da XXVIII dinastia. Assumiu o trono ao liderar uma revolta contra os persas e sair vitorioso.
396Civ. Etrusca / Roma AntigaApós um cerco de dez anos, Veii, uma das principais cidades etruscas, é tomada pelos romanos. A partir deste ponto, inicia-se o processo de absorção dos etruscos pelos romanos.
387Roma AntigaRoma é saqueada pela tribo celta dos gauleses comandada por Breno.
Esse foi o primeiro dos inúmeros ataques de povos bárbaros praticados contra Roma. Conta-se que os romanos aceitaram em pagar um resgate em ouro para que os gauleses libertassem a cidade. Contudo, na hora da pesagem, os romanos discordaram da correção da balança utilizada por Breno, ao que esse teria jogado sua pesada espada no contrapeso e dito a célebre frase "Vae victis" ("Ai dos vencidos"!).
Eram considerados bárbaros todos os povos que habitassem fora das fronteiras do Império Romano ou que não falassem latim ou grego. A grande maioria desses povos era de origem germânica, embora alguns, bastante conhecidos e temidos não o fossem, como é o caso dos hunos, alanos, eslavos e ávaros. Os principais povos bárbaros que assolaram, em diferentes graus de intensidade, os territórios que formavam o Império Romano foram: alamanos, alanos, anglos, ávaros, bávaros, burgúndios, eslavos, francos, frisões, gépidas, godos (visigodos e ostrogodos), hunos, jutos, lombardos, saxões, suevos, turíngios, vândalos. Cabe também acrescentar os celtas e os vikings. Esses dois povos, embora não pertencendo aos grupos que devastaram o Império Romano no período compreendido entre os séculos III e V d.C., são também considerados bárbaros, tanto pelos romanos do período republicano (caso dos celtas), como posteriormente pelas populações do início da Europa medieval (caso dos vikings).
384 a 322Grécia AntigaVida do filósofo grego Aristóteles, fundador do Liceu, uma escola de filosofia localizada em um bosque nos arredores de Atenas. Deixou uma vastíssima obra (cerca de 40 de seus livros chegaram até os dias de hoje), abrangendo quase todo o conhecimento de sua época: Lógica, Física, Metafísica, Biologia, Psicologia, Ética, Política, Estética, Poética, etc.
380 a 343Antigo EgitoXXX dinastia: última dinastia verdadeiramente egípcia, constituída por apenas três faraós: Nectanebo I, Teôs e Nectanebo II. Em 343 a.C., Nectanebo II é derrotado pelo imperador persa Artaxerxes III, caindo novamente o Egito sob o jugo persa.
371 a 362Grécia AntigaPeríodo de supremacia de Tebas. Ao derrotar Esparta na Batalha de Leuctras (371 a.C.), Tebas assume a posição de mais poderosa cidade grega. Contudo esta supremacia só dura até 362 a.C., quando Atenas e Esparta, agora aliadas, derrotam Tebas na Batalha de Mantinéia.
Os longos anos de guerra deixaram as cidades gregas extremamente enfraquecidas, facilitando a conquista da Grécia pela Macedônia, um reino ao norte da Grécia de população indo-européia, mas que, por muito tempo, foi considerada bárbara pelos gregos. Após conquistar a Grécia, a Macedônia absorveu a cultura grega e a disseminou por grande parte do mundo, através de Alexandre e seus exércitos. A difusão da cultura grega pelos vastos territórios dominados por Alexandre recebeu o nome de "Helenismo".
365 a 300Grécia AntigaVida de Euclides, pai da Geometria Euclidiana. Escreveu "Elementos de Geometria" em 13 volumes. Nasceu em Alexandria, Egito.
c. 350Ásia MenorÉpoca em que foi construído o suntuoso túmulo para o rei Mausolo da Cária, conhecido como Mausoléu de Halicarnasso, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.
O túmulo se situava em Halicarnasso, atual Bodrum, na Turquia. Foi mandado construir por Artemísia, esposa e irmã de Mausolo. Destruído por terremotos provavelmente no século XIII d.C. Em 1494, os Cavaleiros Hospitalários usaram as pedras remanescentes dessa obra para reforçar seu castelo em Bodrum.
343 a 332Antigo EgitoSegundo Período de Domínio Persa: este novo período de domínio persa é denominado por alguns historiadores de XXXI dinastia. Foram três os imperadores persas que governaram o Egito nesta ocasião: Artaxerxes III, Arsés e Dario III.
341 a 270Grécia AntigaVida de Epicuro de Samos, filósofo grego fundador do Epicurismo, doutrina que apregoa que o objetivo da vida é a busca do prazer obtido pela eliminação do medo (medo dos deuses e da morte) e pelo controle sobre as emoções e objetos de desejo.
Muitas vezes, o Epicurismo é confundido com o Hedonismo que preconiza que o prazer individual e imediato é o supremo bem da vida.
338Grécia AntigaFilipe II conquista a Grécia, vencendo atenienses e tebanos na Batalha de Queronéia.
336Grécia AntigaFilipe II é assassinado. Assume o poder seu filho Alexandre, que ficou conhecido como Alexandre Magno ou Alexandre, o Grande.
336 a 330PérsiaReinado de Dario III, último rei da dinastia aquemênida. Derrotado por Alexandre, o Grande em três batalhas: Rio Grânico (334 a.C.), Issus (333 a.C.) e, finalmente, em Gaugamela no ano de 331 a.C.
334 a 264Grécia AntigaVida de Zenão de Cítio, filósofo grego fundador do Estoicismo, doutrina que afirma que o ser humano só atinge a felicidade quando abandona as paixões e se torna indiferente às dores e coisas externas. Para Zenão, o homem deve viver impassivamente, nada receando e nada esperando.
332Antigo EgitoAlexandre, o Grande conquista o Egito e funda a cidade de Alexandria que vem a se tornar famosa pela sua biblioteca (a maior da Antiguidade) e pelo seu farol, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. De 332 até sua morte, em 323 a.C., Alexandre foi considerado faraó do Egito.
O Farol de Alexandria foi construído em torno de 280 a.C. Ao longo do tempo, sofreu diversas avarias causadas por terremotos, sendo que um deles o destruiu totalmente (c. 1323 d.C.)
327 a 326ÍndiaCampanha de Alexandre, o Grande: ao se dirigir para o vale do Rio Indo com o objetivo de conquistar o país, Alexandre enfrenta um motim de suas tropas que, totalmente exaustas, se recusam a continuar a campanha. Em vista disso, Alexandre retorna à Babilônia, pois lá pretendia estabelecer a capital de seu império.
323MesopotâmiaAlexandre, o Grande morre na Babilônia, aos 33 anos, acometido por uma forte febre que durou cerca de dez dias. Nunca se soube qual foi o motivo real de sua morte: malária, envenenamento ou até mesmo, consequência de uma formidável bebedeira.
305Antigo EgitoPtolomeu, general do exército de Alexandre, o Grande, assume o trono egípcio como faraó Ptolomeu I Sóter, dando início à dinastia ptolomaica. Os reis ptolomaicos se mantiveram no poder por cerca de trezentos anos até o suicídio de Cleópatra VII em 30 a.C. Não foi uma dinastia egípcia legítima, pois foi fundada e constituída por macedônios que cultivavam a língua e os costumes gregos.
A dinastia ptolomaica apresentou diversos reis com o nome de Ptolomeu (15), Cleópatra (7) e Berenice (4). A famosa rainha Cleópatra era Cleópatra VII.
301Império de AlexandreBatalha de Ipsus, na Frígia (atual Turquia), envolvendo os diversos generais pretendentes ao trono de Alexandre, o Grande, define a partilha do império em quatro partes: Cassandro ficou com a Macedônia e Grécia; Lisímaco com a Ásia Menor e Trácia (parte das atuais Grécia, Bulgária e Turquia); Seleuco com a Mesopotâmia e Pérsia e Ptolomeu com o Egito, Fenícia e Judéia.
Embora a partilha tivesse concedido a Judéia a Ptolomeu, a região tornou-se, ao longo dos séculos seguintes, palco de intensas lutas entre as dinastias selêucida e ptolomaica, pelo fato de ser uma importante passagem entre o Egito e a Mesopotâmia.
c. 300JapãoTermina a primeira fase da civilização japonesa, o Período Jomon, no qual as atividades básicas ainda eram a pesca, a caça e a coleta de frutos. A partir de então, tem início o Período Yayoi (c. 300 a.C. a 300 d.C.), no qual é introduzida a cultura do arroz proveniente da China e Coréia.
287 a 212Grécia AntigaVida de Arquimedes, matemático e inventor grego.
Nascido em Siracusa, na Sicilia, Arquimedes fez importantes contribuições à Matemática e à Física. Definiu um método para calcular o número Pi (razão entre o perímetro de uma circunferência e seu diâmetro). Autor da célebre frase: "dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo". No seu Tratado dos Corpos Flutuantes, estabeleceu as leis fundamentais da estática e da hidrostática. Conseguindo solucionar um dos problemas principais da hidrostática enquanto se banhava, Arquimedes teria saído à rua, nu, gritando "Eureka! Eureka!" (Encontrei!)
281Roma AntigaOs romanos atacam o sul da Itália, então dominada pelos gregos. A cidade de Tarento pede auxílio ao rei Pirro do reino de Épiro (atual Albânia) que derrota os romanos em duas batalhas: Heracléia e Ásculo. Nesta última batalha, a vitória de Pirro foi muito difícil.
Dizem que quando Pirro foi cumprimentado pelo resultado, teria dito "mais uma vitória como esta e estarei perdido". Daí surgiu a expressão "vitória de Pirro", ou seja, uma vitória a um preço altíssimo; aquela em que as perdas do vencedor se equivaleriam às do derrotado.
c. 280Grécia AntigaÉpoca em que teria sido construído o Colosso de Rodes, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.
O Colosso era uma enorme estátua do deus Hélios que marcava a entrada do porto da ilha grega de Rodes. Foi destruído por um terremoto em 226 a.C.
275 a 272Roma AntigaRomanos derrotam Pirro e ocupam Tarento.
273 a 232ÍndiaReinado de Asoka, o mais importante imperador da Dinastia Mauria (322 a 185). Converteu-se ao Budismo e enviou várias missões para pregar esta nova fé em outros países da Ásia. Foi através de uma destas missões que o Budismo chegou à China (c. 250).
c. 272Roma AntigaRoma já domina toda a Península Itálica com exceção da região norte.
264 a 146Roma Antiga / CartagoGuerras Púnicas: Depois do domínio da Península Itálica, Roma parte para as conquistas externas. Seu primeiro alvo foi a cidade de Cartago, antiga colônia fenícia no norte da África, que despontava como uma potência militar e econômica no Mediterrâneo. Sobrevieram, então, as três guerras púnicas que se estenderam por mais de cem anos (264 a 146 a.C.)
O termo "púnico" deriva da palavra latina "poenicus" (mais tarde, "punicus") que era como os romanos chamavam os cartagineses em referência à origem fenícia ("poeni") de Cartago.
264 a 241Roma AntigaPrimeira Guerra Púnica: a causa principal desta disputa foi o domínio da ilha da Sicília. Em 241 a.C., Amilcar Barca, comandante cartaginês, assina a rendição que, além de indenização de guerra, exige a evacuação da Sicilia que passa para o controle de Roma. Com a vitória, os romanos assumem a supremacia naval no Mediterrâneo, aí incluindo as ilhas da Córsega e Sardenha.
Com a perda das ilhas mediterrâneas, Cartago desvia sua atenção para a Península Hispânica, que passa a ser uma importante fonte de recursos, principalmente minerais, para os cartagineses.
c. 250ÍndiaÉpoca provável em que o "Dhammapada", um dos principais livros sagrados do Budismo, teria sido escrito. O texto em páli (língua derivada do sânscrito) é composto de 423 versos.
c. 250Egito Antigo / Civ. HebraicaPtolomeu II Filadelfo, faraó do Egito de 288 a 246 a.C., encomenda a sábios judeus a tradução da Torá (cinco primeiros livros do Velho Testamento) para o grego a fim de constar da famosa biblioteca de Alexandria. A versão ficou conhecida como "septuaginta" (setenta, em latim) por ter sido elaborada por cerca de setenta rabinos.
Diz a tradição que teriam sido 72 rabinos, ou seja, seis rabinos de cada uma das doze tribos judaicas. A Septuaginta foi usada por judeus que falavam grego e serviu de base para muitas traduções da Bíblia.
c. 221 a 206ChinaQin Shi Huangdi torna-se o primeiro imperador de uma China unificada após vencer seis reinos rivais que lutavam pela supremacia (Período dos Estados Guerreiros), dando início à dinastia Qin.
c. 220ChinaComeça a construção da Grande Muralha da China com objetivo de proteger a fronteira norte do país totalmente exposta aos ataques dos mongóis.
A Muralha da China é constituída por vários segmentos construídos por diferentes dinastias ao longo de quase dois mil anos.
218EspanhaAnibal Barca, general cartaginês filho de Amilcar Barca, ataca e sitia a colônia grega de Sagunto, no leste da Espanha, cidade aliada de Roma. Esse fato vem a desencadear uma nova guerra entre Roma e Cartago: a Segunda Guerra Púnica (218 a 202).
Esse novo conflito teve origem na Espanha (então chamada de Hispânia) e por causa dela: os romanos, após a vitória obtida na Primeira Guerra Púnica, consideraram uma afronta a tentativa dos cartagineses de reconstituírem o seu império a partir daquela província. Essa segunda guerra, que durou mais de 16 anos, teve como fato mais marcante a célebre campanha militar do general cartaginês Anibal Barca se deslocando da Península Ibérica até a Itália.
abril, 218Roma Antiga / CartagoTem início a famosa campanha de Anibal Barca rumo à Península Itálica. Partindo da cidade de Cartagena, na Espanha, com um exército de infantaria, cavalaria e um contingente de elefantes, Anibal atravessa a Gália e os Alpes e penetra em território italiano, onde sai vitorioso em muitas batalhas contra os romanos, sendo as principais: Trébia (dezembro de 218); Lago Trasimeno (junho de 217) e Canas (agosto de 216).
204Roma Antiga / CartagoGeneral romano Públio Cipião, depois chamado de Cipião, o Africano parte para o norte da África com objetivo de atacar Cartago e assim atrair Aníbal.
outubro, 202Roma Antiga / CartagoBatalha de Zama: Anibal, retornando à África para reforçar a defesa de Cartago, acaba derrotado por Cipião. Aos cartagineses é imposta uma paz humilhante: são obrigados a entregarem sua esquadra e a província da Espanha aos romanos, além de terem de pagar pesada indenização.
201Roma AntigaApós derrotarem Cartago pela segunda vez, os romanos empreendem campanha para a conquista de toda a Península Ibérica, mas encontram feroz resistência por parte dos povos locais: celtiberos e lusitanos.
Não se conhece muito sobre a história da Península Ibérica nos séculos anteriores à era cristã. Sabe-se que, inicialmente, era habitada pelos iberos, povo pacífico dedicado à agricultura. Em um dado momento (possivelmente entre os séculos 8 e 6 a.C.), os iberos passaram a conviver com tribos celtas que chegaram à região em grande quantidade. A fusão dos dois grupos deu origem aos chamados celtiberos, os quais compartilhavam o território com os lusitanos, outro povo celta. Até a chegada dos romanos, a Península, principalmente seu litoral, foi colonizada por povos navegadores como fenícios, gregos e, mais tarde, cartagineses. Sob o domínio romano, toda a Península Ibérica passou a ser a denominada Hispânia.
c. 210ChinaÉpoca em que foram esculpidas e enterradas as mais de 8 mil figuras, em tamanho natural, de homens e cavalos do chamado Exército de Terracota, também conhecidas como Guerreiros de Xian ou Exército do Imperador Qin. Estão localizadas próximo ao mausoléu do imperador Qin na cidade de Xian.
200 a 31Roma AntigaRoma conquista todos os antigos reinos e territórios que faziam parte do império de Alexandre.
197 a 158PérgamoReinado de Eumenes II: entre suas realizações está a construção de uma fabulosa biblioteca na cidade de Pérgamo que só perdia em importância para a biblioteca de Alexandria.
Pérgamo era uma cidade de cultura grega localizada na Anatólia (atual Turquia), próximo ao mar Egeu, sendo a capital do reino de mesmo nome. No início do Cristianismo, Pérgamo abrigava uma promissora comunidade cristã destinatária de uma das sete cartas enviadas pelo apóstolo João e registradas no livro de Apocalipse (as outras são: Éfeso, Esmirna, Filadélfia, Laodiceia, Sardes e Tiatira)
Conta-se que o faraó Ptolomeu VI temendo que a biblioteca de Pérgamo pudesse vir a ofuscar o brilho da de Alexandria teria mandado suspender a exportação de papiro, o material mais usado na época para a confecção de livros. Os habitantes de Pérgamo buscaram então uma alternativa ao papiro e a encontraram em peles de animais, geralmente cabras ou ovelhas, preparadas para servir de suporte para a escrita. Teria surgido assim o pergaminho, palavra derivada do nome daquela cidade. Embora interessante, a veracidade deste fato é, hoje em dia, contestada por muitos estudiosos.
167Civ. HebraicaRei selêucida Antíoco IV Epífanes toma Jerusalém, invade o Templo e saqueia seus tesouros. Nessa ocasião publica um édito que proibe a prática do judaísmo, começando uma campanha de helenização do povo judeu, inclusive com a construção de uma estátua do deus grego Zeus no Templo!
A dinastia selêucida foi fundada por Seleuco Nicator, general de Alexandre, o Grande, que na partilha do império alexandrino ficou com a Pérsia e a Mesopotâmia.
167 a 164Civ. HebraicaRevolta dos Macabeus: Matatias, sacerdote do Templo, juntamente com seus cinco filhos e um grupo de judeus fiéis às tradições, dão início a uma revolta armada contra os selêucidas. Com a morte de Matatias, seu filho Judas Macabeu assume o comando das forças revoltosas. Após dois anos de luta, Macabeu sai vitorioso (164 a.C.), obrigando o rei Antíoco a revogar o édito. O Templo que havia sido profanado pelos selêucidas é purificado, culminando com uma grande festa que passa a ser comemorada anualmente, a festa de Hanukah, palavra que significa "dedicação" ou "consagração" em hebraico. Estabelece-se a dinastia macabeu, também chamada de hasmoneana, que governou Israel até a conquista pelos romanos em 63 a.C.
Nessa época, surgem três seitas entre os judeus: os saduceus, oriundos das altas classes sacerdotais e que apoiavam a dinastia dos macabeus; os fariseus, sem dúvida a facção mais influente, que achavam ser melhor viver sob um regime estrangeiro do que sob um mau governo judeu e os essênios, que não aceitavam as posições helenizantes do governo e se mudaram para o deserto, próximo ao Mar Morto, constituindo uma comunidade de hábitos ascéticos.
150 a 146Roma AntigaTerceira Guerra Púnica. A recuperação econômica de Cartago passa a incomodar os romanos, que buscam, então, um pretexto para destruí-la. A ocasião surge quando Cartago reage contra algumas incursões da Numídia (antigo reino do norte da África, localizado aproximadamente onde hoje está situada a Argélia) em seu território. Roma considera esse fato uma violação do tratado de paz assinado por Cartago e envia um exército, comandado por Cipião Emiliano, para atacar Cartago. A cidade foi sitiada e resistiu durante cerca de três anos ao cerco romano. Ao final, os próprios cartagineses atearam fogo à cidade. Cartago foi totalmente destruída e, segundo a lenda, foi salgada para que nela nada crescesse. Roma transformou Cartago na Província da África.
No senado romano, havia um senador, Catão, o Antigo que sempre terminava seus discursos com a frase: "Delenda est Carthago", isto é, "Cartago deve ser destruída".
146Grécia AntigaBatalha de Corinto: romanos sitiam e destroem a cidade de Corinto, fato que marca o fim da independência política da Grécia.
139Roma Antiga / Península IbéricaViriato, chefe dos lusitanos, é traído e assassinado. Seu povo ainda continua a luta contra os romanos até cerca de 60 a.C.
133Roma Antiga / Península IbéricaNumância, capital dos celtiberos, é tomada pelos romanos, comandados por Cipião Emiliano, após um cerco de 8 meses.
133Roma AntigaÁtalo, rei de Pérgamo, lega seu reino aos romanos que formam, então, a Província da Ásia.
133 a 27Roma AntigaPeríodo conturbado da história romana com guerra civil que desintegra a República e dá origem ao Império. Pode-se dividir esse período em cinco etapas: reformas sociais de Tibério e Caio Graco; governos de Mário e Sila; primeiro triunvirato; ditadura de Júlio César e segundo triunvirato.
133 a 132Roma AntigaTibério Graco, ao ser eleito tribuno da plebe em 133 a.C., propõe uma reforma agrária proibindo a existência de latifúndios. A ala conservadora do Senado veta a aprovação dessa lei e busca pretexto para afastá-lo. Quando fica claro que Tibério seria reeleito como tribuno, seus inimigos partem para a violência e o assassinam próximo ao Capitólio em 132 a.C.
123 a 121Roma AntigaCaio Graco, herdeiro político das idéias de seu irmão Tibério Graco, é eleito tribuno da plebe em 123 a.C. e inicia um programa político semelhante ao de seu irmão. Reeleito em 122 a.C. continua sofrendo pressões dos conservadores do Senado. Em 121 a.C. é derrotado (talvez, devido a fraudes no processo de eleição) e nada pode fazer para impedir que os novos cônsules revoguem suas iniciativas. Esse fato desencadeia um conflito social. O Senado declara-o inimigo da República. Seus aliados são dizimados. Caio, perseguido pelos membros aristocratas do Senado, comete suicidio.
O fracasso das reformas dos irmãos Graco agravou a crise social de Roma acarretando uma grave guerra civil. Surgem, então, dois governos ditatoriais de militares: Mário (107 a 86 a.C.) e, posteriormente, Sila (82 a 79 a.C.)
107 a 86Roma AntigaGoverno de Mário: Após uma bem sucedida campanha militar contra a Numídia (reino no norte da África, atual Argélia), o general Mário (Caio Mário) é eleito cônsul em 107 a.C. Reforma o exército estabelecendo o pagamento de soldo aos militares, o que vem a possibilitar a criação de um exército profissional, fundamental para as futuras conquistas dos romanos a partir de Júlio César. Reelege-se cônsul seis vezes, o que violava a constituição da República. A partir de 88 a.C., Sila (Lúcio Sulla), antigo aliado, passa a disputar o poder com Mário.
106 a 43Roma AntigaVida de Cícero, político, escritor e orador romano, famoso pelos seus discursos, entre eles, as "Catilinárias" contra o político Catilina ("até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?") e as "Fílipicas" contra Marco Antônio.
102 e 101Roma Antiga e Povos BárbarosVárias tribos germânicas (cimbros, teutões, marcomanos) impõem fragorosa derrota ao exército romano no norte da Itália. General Caio Mário assume o comando do exército e derrota os teutões na Gália Transalpina em 102 e os cimbros na Gália Cisalpina em 101.
88 a 80Roma AntigaGoverno de Sila: Sila (Lúcio Sulla) é eleito cônsul e recebe do Senado a chefia da guerra contra Mitridades, rei do Ponto (reino na costa sul do Mar Negro, parte da atual Turquia). Como Mário ambicionava esse comando decide enfrentar seu antigo aliado. Sila, então, à frente de algumas de suas legiões toma Roma em 88 a.C. obrigando Mário e seus seguidores a fugir. Depois de vencer Mitridades, Sila retorna à Itália em 82 a.C. e em 81 a.C. torna-se ditador. Seu governo fortalece o Senado e restaura o prestígio dos patricios, limitando o poder da plebe. Em 79 a.C. abdica de seus cargos e se retira da vida pública.
74 a 73Roma AntigaRevolta de Spartacus: escravos comandados por um gladiador originário da Trácia (antiga região localizada entre a Grécia e as atuais Bulgária e Turquia), chamado Spartacus, se rebelam no sul da Itália. Após três expedições militares fracassadas, Roma envia o general e político Marco Crasso para combater os revoltosos. Os escravos que conseguiram sobreviver ao ataque das forças de Crasso foram presos e crucificados. Diz a tradição que foram cerca de seis mil escravos supliciados ao longo da Via Ápia, em Roma. Spartacus teria sido morto no próprio campo de batalha.
70Roma AntigaPompeu e Crasso assumem o consulado.
65 a 8Roma AntigaVida de Horácio, um dos mais importantes poetas latinos. É de sua autoria o famoso verso "carpe diem ..." "aproveita o dia de hoje; não te fies no amanhã".
63Civ. HebraicaGeneral romano Pompeu Magno, chamado para pôr fim a uma guerra civil entre dois irmãos da dinastia hasmoneana, toma Jerusalém. A partir daí, a Palestina (nome que os romanos davam à região) passa a ser uma província romana.
59 a 53Roma AntigaPrimeiro Triunvirato Romano: aliança política informal entre os generais e políticos Júlio César (cônsul em 59 a.C.), Pompeu Magno e Marco Crasso (que havia vencido a revolta de Spartacus). Esse governo dura até a morte de Crasso, em 53 a.C., quando Júlio César e Pompeu se tornam inimigos.
59 a.C. a 17 d.C.Roma AntigaVida de Tito Livio, historiador latino que escreveu "Desde a Fundação da Cidade" ("Ab Urbe Condita"), famosa História de Roma abrangendo o período que se estende da fundação da cidade até ao reinado de César Augusto.
58 a 52Roma AntigaGuerras da Gália: nome atribuído ao conjunto de expedições militares e batalhas em que os romanos, liderados por Júlio César, lutaram contra tribos celtas e germânicas, na região da Gália (aproximadamente, os territórios das atuais França e Bélgica). Nesse período, as legiões de Roma derrotaram os helvécios, os suevos e os belgas. Após a vitória final, a Gália passou a ser uma das principais províncias romanas.
A maior parte das informações conhecidas sobre essas guerras foram extraídas do livro "De Bello Gallico" (Comentários sobre as Guerras da Gália), escrito pelo próprio Júlio César.
55 a 54Roma AntigaExpedições romanas à Britânia (nome dado pelos romanos à Ilha da Grã-Bretanha): legiões de Júlio César atravessam duas vezes o Canal da Mancha para lutar contra a tribo celta dos bretões. Essas duas expedições (55 e 54 a.C.) não foram de conquista, visto que os romanos logo retornaram à Gália. Talvez tenham sido apenas punitivas (os bretões apoiavam tribos celtas inimigas de Roma, no oeste da Gália) ou somente visando ao reconhecimento do território.
52Roma AntigaJúlio César derrota uma confederação de tribos celtas comandada pelo chefe gaulês Vercingetorix na célebre Batalha de Alésia, marcando o fim das Guerras da Gália (58 a 52 a.C.)
51 a 30Antigo EgitoReinado de Cleópatra VII, última rainha do Egito. Em diferentes momentos, reinou conjuntamente com seu pai Ptolomeu XII, seu irmão Ptolomeu XIII, seu irmão e marido Ptolomeu XIV e seu filho Ptolomeu XV. Foi amante de Júlio César de quem teve um filho, Ptolomeu XV, conhecido como Cesarion (pequeno césar). Depois da morte de Júlio César (44 a.C.), tornou-se amante de Marco Antônio, um dos três membros do triunvirato que sucedeu a Julio César.
50Roma AntigaSenado, liderado por Pompeu Magno, ordena o regresso de Julio César e a desmobilização de suas tropas.
10 de janeiro, 49Roma AntigaJúlio César atravessa o rio Rubicão, no norte da Itália, desafiando Pompeu Magno e o Senado. Diz a tradição que ao cruzar o rio, limite de seu território, teria dito "Alea jacta est" ("A sorte está lançada"), ou seja, a decisão estava tomada e não pretendia retroceder. Tem-se início, então a guerra civil que levaria ao fim da República.
agosto 48Roma AntigaJúlio César derrota Pompeu Magno e seus aliados na Batalha de Farsália, na Grécia. A vitória de Júlio César enfraquece o Senado e fortalece sua posição na República.
29 de setembro, 48Roma AntigaAo chegar a Alexandria, no Egito, para onde fugira, Pompeu Magno é assassinado e decapitado por ordem de Potino, regente do faraó Ptolomeu XIII, que pretendia com isso ganhar a simpatia do vitorioso Júlio César.
Quando Julio César chegou a Alexandria, poucos dias depois, foi-lhe apresentada a cabeça de Pompeu, fato que o horrorizou. Ordenou, então, a localização do corpo de Pompeu para dar-lhe um digno funeral romano. O faraó e seu regente não atentaram para o fato de que Júlio César estava concedendo anistia a todos os seus inimigos, aliados de Pompeu, como fizera com Cícero, Cássio e Brutus.
outubro, 48Roma AntigaNo Egito, Júlio César passa a interferir na política do país, colocando no trono Cleópatra VII, irmã e esposa de Ptolomeu XIII.
Cleópatra se torna amante de Júlio César e deste envolvimento amoroso, nasce um filho: Ptolomeu XV, chamado de Cesarion.
47 a 45Roma AntigaJúlio César retoma as províncias ainda sob controle dos aliados de Pompeu, na Ásia, África e Espanha. Ao derrotar Farnaces, rei do Ponto, Júlio Cesar escreve uma carta a um amigo, dizendo a célebre frase: "Veni, vidi, vici" ("Vim, vi, venci").
46Roma AntigaDepois de ter sido cônsul por cinco vezes, Júlio César é nomeado ditador por dez anos.
45Roma AntigaSenado romano concede a Julio César o cargo de ditador perpétuo.
A oposição do Senado a Júlio César se inicia quando este, já possuindo poder vitalício, passa a almejar que seu cargo fosse hereditário, configurando uma nova monarquia. Esta mudança política era vista pelo Senado como uma traição, já que, no passado, a monarquia havia sido abolida.
15 de março, 44Roma AntigaAssassinato de Júlio Cesar: chamado ao Senado, Júlio César é apunhalado por um grupo de senadores que julgavam estar defendendo a República. À frente desses conspiradores estavam dois protegidos de Júlio César: Marco Brutus e Caio Cassius. Segundo a tradição, suas últimas palavras foram: "Até tu, Brutus?".
43 a.C. a 17 d.C.Roma AntigaVida de Ovídio, poeta latino que escreveu entre outras obras, "A Arte de Amar" e "Metamorfoses". No ano 8 foi banido de Roma por César Augusto por motivos nunca devidamente esclarecidos, embora oficialmente se dizia ter sido devido à imoralidade do livro "A Arte de Amar".
agosto, 43Roma AntigaOtávio, sobrinho-neto de Julio César e seu herdeiro político, é investido como cônsul e muda seu nome para Caio Júlio César Otaviano, passando a ser conhecido também como Otaviano e, futuramente, César Augusto.
final de 43Roma AntigaSegundo Triunvirato: Otávio, Marco Antônio (general amigo de Júlio César) e Lépido formam um novo triunvirato para governar as províncias romanas.
outubro, 42Roma AntigaBatalha de Filipos: legiões do triunvirato derrotam as forças republicanas comandadas por Marco Brutus e Caio Cassius, dois dos principais conspiradores contra Júlio César. Após a derrota, Brutus e Cassius se suicidam.
37Roma AntigaMarco Antônio se casa com Otávia, irmã de Otávio.
37 a 4 a.C.Civ. HebraicaReinado de Herodes, o Grande. Apesar de ter sido indicado como rei da Judeia por Marco Antônio, Herodes teve seu poder confirmado pelo novo imperador César Augusto quando este assumiu o trono do império romano em 27 a.C.. O principal feito do governo de Herodes foi ter dado início à reconstrução do Templo de Jerusalém.
Objetivando obter a plena aceitação do povo para a obra, Herodes ordenou que fossem seguidas rigorosamente a planta e as dimensões originais prescritas na Torá (cinco primeiros livros da Bíblia ou Pentateuco) como reveladas por Deus a Moisés. Apesar de extremamente cruel em certas ocasiões, Herodes foi muito bem aceito pelo povo devido à reconstrução do Templo que ficou conhecido como o Segundo Templo, embora fosse, na verdade, o terceiro templo. Herodes não chegou a ver a conclusão da obra que levou cerca de 80 anos para ser concluída.
33Roma AntigaFim do Segundo Triunvirato: Marco Antônio termina o matrimônio com Otávia e se casa com Cleópatra, rainha do Egito. Em consequência, passa a apoiar as pretensões de Cleópatra em fazer de seu filho com Júlio César, Ptolomeu XV, Cesarion, o legítimo sucessor do ditador assassinado, e não Otávio que havia sido designado pelo próprio Júlio César. Otávio e Marco Antônio entram em guerra.
2 de setembro, 31Roma AntigaBatalha Naval de Ácio (Actium, na Grécia): A esquadra de Marco Antônio, apoiada pelos navios da rainha Cleópatra, é derrotada pela frota de Otávio.
30Antigo EgitoOtávio invade o Egito. Cleópatra e Marco Antônio se suicidam. Cesarion, filho de Júlio César e Cleópatra, é assassinado. O Egito se torna uma província romana.
29Roma AntigaOtávio retorna triunfalmente a Roma.
27Roma AntigaSenado concede a Otávio o título de Augusto, até então só atribuído aos deuses. Esse fato marca, por convenção histórica, o fim da República e o início do Império Romano. A História passa a se referir a Otávio (Otaviano) como César Augusto e o título César passa a ser equivalente a Imperador.
O início do Império foi de relativa estabilidade, sendo por isso denominado de "Pax Romana". Esse período dura até o fim do governo do imperador Marco Aurélio em 180 d. C., a partir de quando começa a lenta decadência do Império, solapado por crises internas e atacado externamente pelas tribos bárbaras. Em 476 d.C., o imperador Rômulo Augústulo é deposto por um chefe bárbaro, marcando oficialmente o fim do Império.
27 a.C. a 14 d.C.Imp. RomanoCésar Augusto, com seus amplos poderes, realiza profundas reformas no cenário político, social e econômico de Roma. Inaugura a dinastia Júlio-Claudiana que se estende até o ano de 68 d.C.
Além de César Ausgusto, essa primeira dinastia foi formada por mais quatro imperadores: Tibério; Calígula; Cláudio e Nero.
19Imp. RomanoPublicação do poema épico "Eneida", uma das principais obras da literatura latina, escrito pelo poeta romano Virgílio (70 a 19 a.C.).
4Civ. HebraicaMorte de Herodes, o Grande. Seu filho Arquelau assume o trono.
c. 7 a 4 a.C.CristianismoPeríodo mais provável do nascimento de Jesus Cristo, em Belém, na Judéia.