Período (d.C.)TemaEvento
1202 a 1204CruzadasQuarta Cruzada: convocada pelo Papa Inocêncio III em 1198 com objetivo de retomar a Terra Santa através do Egito. Mas os venezianos, encarregados do transporte dos cruzados, encontraram nessa cruzada um pretexto para conquistar cidades rivais como Zara, no Adriático, e Constantinopla.
abril, 1204Cruzadas / Imp. BizantinoCruzados atacam e tomam Constantinopla. De 9 a 12 de abril, a capital bizantina é saqueada e seus habitantes massacrados.
Com a tomada de Constantinopla, surgiram dois estados rivais: o Império Latino de Constantinopla, tendo como imperador o conde Balduíno de Flandres tutelado pelos venezianos e o Império de Niceia, governado por Teodoro Láscaris, reconhecido como o legítimo sucessor do Império Bizantino de Constantinopla. Esta situação perdurou até 1261 quando os bizantinos retomaram Constantinopla.
1205Cátaros - FrançaPapa Inocêncio III solicita a Raimundo VI, conde de Toulouse, principal nobre da região do Languedoc, que use todas as suas forças para exterminar o movimento cátaro.
1206 a 1526ÍndiaSultanato de Délhi: período em que diversas dinastias muçulmanas governaram o país.
1207Cátaros - FrançaRepresentante do papa, Pedro de Castelnau, excomunga Raimundo VI sob a alegação de complacência em relação à heresia cátara. Na viagem de volta a Roma, Pedro é morto por um cavaleiro do conde (13 de janeiro de 1208). Esse fato leva o papa a conclamar uma cruzada contra os cátaros.
abril, 1209ItáliaFrancisco de Assis (1181-1226) funda a ordem dos Franciscanos. Em 1228 é canonizado como São Francisco de Assis.
1209 a 1229CruzadasCruzada contra os Cátaros ou Cruzada Albigense: primeira cruzada contra um povo cristão, pois até então elas eram dirigidas apenas contra os muçulmanos, cabendo observar que o ataque a Constantinopla (1204) promovido pelos participantes da Quarta Cruzada não tinha esse propósito, tendo sido, na verdade, um desvio do objetivo inicialmente estabelecido.
A cruzada contra os cátaros foi uma longa guerra de vinte anos marcada pelo fanatismo e por massacres de ambos os lados. Só terminou com a anexação da região do Languedoc pela França. Como os cruzados eram, em sua grande maioria, do norte da França, toda a nobreza do sul, mesmo os católicos, viram a Cruzada Albigense como uma invasão de seu território, trazendo uma grande complexidade à questão, pois não eram só as convicções religiosas que estavam em jogo, mas também interesses políticos e relações feudais.
julho, 1209Cruzada contra os cátarosAtaque à cidade de Béziers, onde todos os habitantes são mortos. Apesar de haver, aproximadamente, apenas 500 cátaros na cidade, estima-se que nesse massacre tenham morrido 15 mil pessoas!
Foi durante esse ataque que, ao ser perguntado por um cruzado como distinguir no meio do povo os inimigos (cátaros) dos católicos, Arnaud Amaury, comandante dos cruzados e representante papal, teria dito: "Matem todos; Deus reconhecerá os seus!".
agosto, 1209Cruzada contra os cátarosCruzados tomam a cidade de Carcassone. Embora não tenham sido mortos como em Béziers, seus habitantes são obrigados a deixar a cidade apenas com a roupa do corpo, tendo todos os seus bens confiscados pelos cruzados. O comando da Cruzada Albigense passa agora para Simão de Monfort.
1210 a 1212Cruzada contra os cátarosCruzados investem contra todas as cidades e castelos que abrigam os cátaros. O condado de Toulouse fica devastado.
1212CruzadasCruzada das Crianças: cerca de 50 mil crianças, principalmente francesas e alemãs, embarcadas em Marselha, desembarcam em Alexandria onde acabam mortas, aprisionadas ou vendidas como escravas.
A ideia dessa cruzada não-oficial surgiu da crença de que somente crianças, por não terem pecado, conseguiriam vencer os muçulmanos e reconquistar Jerusalém.
1215Cruzada contra os cátarosQuarto Concílio de Latrão busca reforçar a campanha contra os cátaros e condenar a seita valdense.
1216FrançaReligioso espanhol, Domingos de Gusmão, funda a ordem dos Dominicanos. Anos depois, esta ordem se torna a responsável por comandar a Inquisição.
1215InglaterraRei João sem-Terra obrigado pelos nobres ingleses a assinar a Magna Carta.
A Magna Carta era um contrato feudal no qual se explicitava que o monarca, embora fosse suserano, tinha obrigação de respeitar os direitos de seus vassalos, ressaltando com isso, o fato de que mesmo o rei estava sujeito ao cumprimento das leis.
1216 a 1219Cruzada contra os cátarosPeríodo em que o povo de Toulouse reage fortemente contra os cruzados. Conde de Toulouse e seu filho, Raimundo VII, reconquistam a maior parte das terras que haviam perdido. Em junho de 1218, Simão de Monfort, líder dos cruzados, é morto por uma pedra lançada de uma catapulta.
1217 a 1221CruzadasQuinta Cruzada: convocada pelo Papa Honório III e liderada pelo rei da Hungria, André III e pelo duque da Áustria, Leopoldo VI. A estratégia adotada era também a de reconquistar Jerusalém através do Egito. Assim, os cruzados desembarcam em São João d'Acre e a partir dessa fortaleza iniciam a expedição militar rumo ao Egito. Depois de alguns anos de ofensivas e recuos, os cristãos acabam cercados e isolados pelas inundações do Rio Nilo. Um acordo com o sultão permite aos cruzados terem suas vidas salvas em troca da retirada total do Egito.
1221ÍndiaConquistador mongol Gengis Khan invade o país.
1226 a 1229Cruzada contra os cátarosCruzados queimam colheitas, pomares, vinhedos e campos. Envenenam poços e destroem vilarejos. A região de Toulouse se transforma em um deserto. Após vinte anos de guerra, o povo está exausto.
1226 a 1270FrançaReinado de Luis IX, futuro São Luis.
Bastante religioso e veemente defensor da fé católica, Luís IX foi o comandante da Sétima Cruzada (1248-1250), quando caiu prisioneiro no Egito. Foi também o organizador da Oitava Cruzada, em 1270, durante a qual veio a falecer em Túnis. Canonizado como São Luís.
1228 a 1229CruzadasSexta Cruzada: liderada pelo imperador Frederico II do Sacro-Império Romano-Germânico. Aproveitando-se das discórdias reinantes entre os muçulmanos (sultões do Egito e de Damasco), o imperador germânico consegue um acordo através do qual os cristãos assumem, por dez anos, o controle de Jerusalém, Belém e Nazaré. Frederico II é coroado rei de Jerusalém, mas logo depois retorna à Europa.
abril, 1229Cruzada contra os cátarosConde Raimundo VII pede a paz e se submete ao rei da França e à Igreja, marcando o fim oficial da campanha contra os cátaros após vinte anos de devastações. Praticamente toda a região do Languedoc passa para a coroa francesa. A ortodoxia católica sai vitoriosa.
novembro, 1229Cátaros / InquisiçãoInquisição se instala em Toulouse. Papa Gregório IX concede plenos poderes aos inquisidores (religiosos dominicanos) para perseguir e exterminar os cátaros sobreviventes.
1229FrançaConcílio de Narbona proíbe que leigos mantenham consigo qualquer parcela da Bíblia.
abril 1233PapadoGregório IX edita a bula "Licet ad Capiendos" dirigida aos inquisidores dominicanos.
Muitos historiadores consideram essa bula o ponto inicial da Inquisição, embora essa instituição já existisse desde o Concílio de Verona em 1184.
1233Cátaros / InquisiçãoInquisição se torna mais violenta, enviando para a fogueira todos os cátaros encontrados. Em algumas ocasiões, cadáveres eram exumados para serem queimados ! Muitos cátaros ainda resistiam e se abrigavam em algumas fortalezas, sendo a principal delas a de Montségur que se tornou então a sede do Catarismo.
1234ChinaMongóis conquistam o norte do país.
1241Sacro Império Romano-GermânicoAs cidades de Lübeck e Hamburgo formam a Liga Hanseática de comércio e mútua proteção.
No seu apogeu, essa liga chegou a ter cerca de 80 cidades associadas (muitas delas não pertencentes ao Sacro Império), exercendo forte monopólio comercial no norte da Europa, principalmente no Mar Báltico. Sobreviveu até o século XVII.
março, 1244Cátaros / InquisiçãoApós um cerco de nove meses, a fortaleza de Montségur é capturada. Cerca de duzentos cátaros são queimados vivos em uma grande pira no local que ficou conhecido como "campo dos queimados".
Esse fato marcou, praticamente, o fim do movimento cátaro organizado. Alguns remanescentes ainda sobreviveram no sul da França. Na Itália, o Catarismo durou até fins do século XIV e na Bósnia até o século XV.
1244CruzadasMuçulmanos retomam Jerusalém.
1248 a 1250CruzadasSétima Cruzada: organizada por Luís IX, tinha como objetivo o Egito. Depois de alguns êxitos militares, o exército do rei acaba se rendendendo devido à falta de suprimentos e a uma epidemia de tifo. Luís IX é aprisionado e seu resgate custa o abandono das posições conquistadas e uma alta soma em dinheiro.
Nessa expedição, a cidade do Cairo quase chegou a ser conquistada, contudo uma inundação do Rio Nilo impediu o êxito dos cruzados.
1249PortugalD. Afonso III expulsa os mouros do Algarve, último reduto muçulmano no reino.
c. 1257FrançaFundação da Universidade de Paris (Sorbonne) pelo teólogo Robert de Sorbon.
fevereiro, 1258Civ. IslâmicaMongóis, chefiados por Hulagu Khan, neto de Gengis Khan e irmão de Kublai Khan, tomam e saqueiam Bagdá, marcando o fim do califado abássida de Bagdá.
Depois da queda do califado de Bagdá, os sultões mamelucos do Egito assumiram o título de califa abássida. Mas esse califado no Cairo era apenas simbólico, sendo desprezado pelo resto do mundo muçulmano.
1259 a 1282Imp. BizantinoMiguel Paleólogo assume o trono (ainda sediado em Niceia) e inaugura a última dinastia bizantina, a dos Paleólogos. O principal objetivo de seu reinado é a reconquista de Constantinopla. Para isso, faz várias alianças com outros governos para poder concentrar seu exército na derrubada do Império Latino de Constantinopla, embora esse já se encontrasse em franca decadência.
Os Paleólogos se mantiveram no poder por cerca de 200 anos até a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos (1453). Nesse período, o Império já não era nem sombra do que houvera sido, estando reduzido a uns poucos territórios, além da capital. Era um estado de segunda categoria, disputado pelas potências marítimas italianas e pelos turcos.
julho, 1261Imp. BizantinoBizantinos reconquistam Constantinopla, marcando o fim do Império Latino de Constantinopla. Miguel Paleólogo é coroado na Igreja de Santa Sofia como Miguel VIII.
1270CruzadasOitava Cruzada: diante da anarquia reinante entre os cristãos no Oriente Médio (conflitos constantes entre os Cavaleiros Templários, Hospitalários e Teutônicos) e dos ataques dos mamelucos, Luís IX organiza uma nova cruzada que viria a ser a última (a chamada Nona Cruzada é, para muitos historiadores, apenas um desdobramento final dessa Oitava). Assim como a Sétima, a Oitava Cruzada tem como foco o Egito. Inicialmente, as tropas se dirigem para Tunis com objetivo de lá estabelecer uma base para facilitar o ataque ao Egito. Mas a expedição é um enorme fracasso. Logo ao desembarcar, as forças francesas são acometidas de uma praga que causa a morte de inúmeros cruzados, entre eles o rei Luís IX e seu filho.
Os mamelucos eram escravos convertidos ao islamismo e que formavam milícias a serviço dos califas muçulmanos. Em 1250 os mamelucos tomaram o poder no Egito e na Síria.
1271FrançaCondado de Toulouse incorporado ao reino da França.
1271 a 1291ChinaMarco Polo, mercador de Veneza, parte com seu pai e seu tio para a China, seguindo pela Rota da Seda até Pequim. Eles ficam quase vinte anos na China que, na época, era governada pelo imperador mongol Kublai Khan.
A chamada Rota da Seda era, na verdade, um extenso conjunto interligado de caminhos terrestres e rotas marítimas que possibilitava o comércio entre diversas regiões do Extremo Oriente com a Europa, com o Oriente Médio e com o norte da África. A partir do descobrimento do caminho marítimo para a Índia pelos portugueses, a Rota da Seda foi, gradativamente, perdendo a sua importância.
1274Morre São Tomás de Aquino, importante teólogo católico que estabeleceu o Tomismo, teoria que incorporava o pensamento filosófico de Aristóteles à Escolástica.
Escolástica era uma filosofia medieval que procurava harmonizar a fé com a razão, isto é, conciliar os preceitos do Cristianismo com um sistema de pensamento racional.
1274PapadoSegundo Concílio de Lyon, convocado pelo Papa Gregório X, chega a proclamar o fim do Cisma da Igreja, conforme pedido do imperador bizantino Miguel VIII. Contudo a forte crise provocada na igreja oriental e o desinteresse dos sucessores, tanto do papa como do imperador, tornaram inócuo o acordo.
1274 e 1281JapãoMongóis tentam invadir o país em duas ocasiões, mas não conseguem seu intento devido a violentas tempestades.
1279ChinaKublai Khan, neto do grande conquistador mongol Gengis Khan, domina o restante da China e funda a dinastia Yuan (1279 a 1368).
1282Imp. BizantinoMorte do imperador Miguel VIII Paleólogo. A partir deste ponto até a queda final (1453), o Império entra num processo de irreversível declínio.
Entre os sinais típicos da decadência bizantina estavam as revoltas internas, guerras civis, discórdias entre membros da dinastia dos Paleólogos, imperadores simultâneos, contínuas ameaças externas, etc. Alguns imperadores (João V, Manuel II e João VIII) chegaram mesmo a peregrinar pela Europa ocidental tentando convencer os governantes dos estados cristãos da necessidade de uma grande cruzada para salvar o Império Bizantino face à ameaça dos turcos otomanos. Mas tudo em vão.
agosto, 1284ItáliaBatalha naval de Meloria, no Mar Tirreno: esquadra genovesa derrota a de Pisa marcando o fim do poderio naval dessa cidade.
1285 a 1314FrançaReinado de Filipe IV, cognominado de Filipe, o Belo, que passa à História, principalmente, devido à sua implacável campanha contra os Templários.
1289ChinaFrades franciscanos chegam ao país e iniciam seu trabalho missionário.
maio, 1291CruzadasSão João d'Acre, última fortaleza cristã no Oriente Médio, cai nas mãos dos mamelucos que detinham o poder no Egito e na Síria. Esse fato marca o fim do Movimento das Cruzadas.
Razões do fracasso das Cruzadas: 1) As cruzadas eram, em sua maioria, expedições com pouco planejamento e mal organizadas. Além da falta de um comando único, as desavenças entre os diversos líderes eram constantes. 2) Os territórios conquistados eram cercados de população não-cristã, tornando difícil a manutenção do seu domínio. 3) As rivalidades entre as diversas facções cristãs eram intensas. Cristãos orientais (bizantinos) e ocidentais (latinos) disputavam territórios (os bizantinos não estavam interessados na constituição de reinos latinos em regiões que outrora pertenceram ao seu império). As ordens de cavalaria (Templários, Hospitalários e Teutônicos) também lutavam entre si, fora a hostilidade existente entre cruzados venezianos e genoveses. 4) A partir de um certo ponto, as cruzadas perderam totalmente o seu objetivo inicial. Por exemplo, a Quarta Cruzada nada mais foi do que um gigantesco saque perpetrado contra Constantinopla para beneficiar os venezianos.
Conseqüências das Cruzadas: apesar do insucesso no que tange ao seu objetivo de retomada da Terra Santa, as cruzadas tiveram, direta ou indiretamente, conseqüências em outras áreas. Por exemplo: no plano econômico, as cruzadas possibilitaram o restabelecimento de um forte comércio mediterrâneo, propiciando o renascimento da vida urbana na Europa. Outros fatores influenciados pelo movimento das cruzadas foram o declínio do poder da nobreza e o surgimento da classe burguesa.
Destino das ordens militares-religiosas: os Templários, que perderam seu grão-mestre Guillaume de Beaujeu na sangrenta batalha que resultou na queda da fortaleza, tiveram que se retirar de todas as suas posições na região, inclusive do fabuloso Castelo Peregrino (Chastel Pélerin) considerado quase inexpugnável. Tudo o que restou da Ordem dos Templários no Oriente foi uma guarnição em uma ilhota denominada Ruad, situada a duas milhas da costa, onde ainda permaneceram por doze anos. Depois os templários transferiram sua sede para a ilha de Chipre, o mesmo acontecendo com os Hospitalários. Esses, alguns anos mais tarde, se estabeleceram na ilha de Rhodes, de onde foram expulsos pelos turcos otomanos em 1522, o que os obrigou a se deslocar para a ilha de Malta onde ainda sobrevivem, sendo conhecidos como Cavaleiros de Malta. Quanto aos Cavaleiros Teutônicos, esses retornaram para a Prússia e passaram a lutar exclusivamente contra os povos pagãos da região báltica, no norte da Europa.
abril, 1292TempláriosJacques de Molay assume o posto de grão-mestre, sendo o último deles, pois a Ordem seria extinta em 1312.
Após o fracasso dos cruzados na Terra Santa começaram a surgir duras críticas na Europa contra as ordens militares por não terem sabido defender as posições cristãs no Oriente ou, pior ainda, por terem, com suas disputas e rixas, provocado a derrocada latina na região. Principalmente, os Templários passaram a ser alvo de ressentimentos cada vez maiores devido, entre outras coisas, a seus privilégios e isenções.
1299Império Turco OtomanoOsman se torna líder (bey) de um pequeno estado na região da Anatólia dando início à dinastia otomana, responsável pela criação do Império Turco Otomano que se tornaria uma grande potência, principalmente após a conquista de Constantinopla (1453).
O apogeu do Império Turco-Otomano ocorreu nos séculos XVI e XVII quando seus domínios se estendiam pela Ásia Menor, Oriente Médio, norte da África e sudeste europeu. Durou até 1922, quando foi extinto.
1300 a 1399RenascençaTrecento ou pré-renascimento: primeira fase da Renascença. Período em que se destacam Dante (1265-1321), Petrarca (1304-1374) e Boccaccio (1313-1375) na literatura e Giotto (1267-1337) na pintura.
Renascença ou Renascimento foi um movimento de renovação artística (pintura, arquitetura, literatura, música, etc), que surgiu na Itália a partir do século XIV e se disseminou por quase toda a Europa. A Renascença é, geralmente, dividida em três momentos: o Trecento ou pré-renascimento (século XIV), o Quattrocento (século XV) e o Cinquecento (século XVI).
Renascença e Humanismo: o Renascimento nas artes está intimamente relacionado com um movimento intelectual e filosófico, surgido na mesma época, denominado Humanismo, o qual buscava, através da leitura e análise dos textos gregos e latinos da Antiguidade, a valorização do Homem. O Humanismo se contrapunha, assim, à visão medieval do mundo, intensamente centrada na religião e no misticismo e fundamentada na doutrina escolástica de São Tomás de Aquino.
Causas do advento da Renascença: 1) avanço dos turcos otomanos provocou um intenso fluxo migratório de cidadãos bizantinos para a Itália levando consigo uma vasta bagagem de erudição baseada na cultura grega antiga; 2) declínio da influência da Igreja contribuiu para a disseminação de uma visão mais terrena das coisas, abandonando-se muitos dos dogmas religiosos e criando-se uma atmosfera de maior liberdade nas cidades; 3) turbulências sociais e econômicas restringiram as opções de investimento dos cidadãos mais ricos, o que os teria levado a direcionar parte de suas fortunas para o incentivo às artes e à cultura.
1300 a 1310Cátaros - FrançaPequeno grupo de cátaros liderados por Pierre Authié tentam reimplantar uma igreja na região do Midi, mas acabam queimados em uma fogueira em frente à catedral de Toulouse (1310).