Período (d.C.)TemaEvento
1789 a 1799Revolução FrancesaFoi um dos eventos mais marcantes da História, havendo influenciado tão profundamente o mundo que é considerada um divisor de águas entre a chamada Idade Moderna e a era contemporânea. De certa forma, a Revolução Francesa permitiu a materialização dos ideais do Iluminismo, sob o lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade".
Por que o termo "Revolução"? O termo "revolução" é empregado para designar movimentos que, efetivamente, mudaram o curso da História, como a Revolução Industrial, as Revoluções Inglesas do século XVII (Puritana e Gloriosa), a Revolução Francesa, a Revolução Mexicana, a Revolução Russa de 1917, etc. As ações de resistência, oposição ou sublevação a um governo ou a uma autoridade estabelecida são, mais apropriadamente, chamadas de "revoltas", "rebeliões", "levantes", "insurreições", etc.

Sociedade francesa à época da Revolução: para se compreender a história da Revolução Francesa é importante saber que a sociedade francesa, na época, era dividida em três classes ou Estados: o Primeiro Estado era formado por membros do alto clero; o Segundo Estado era constituído pelos nobres que viviam na corte à custa do governo ou que viviam de rendas extraídas de suas propriedades e o Terceiro Estado que congregava o restante da população, sendo pois um grupo muito heterogêneo. Englobava tanto a burguesia (representantes de uma classe média abastada) como o campesinato (camponeses sem terra) e o proletariado das cidades (operários e artesãos que viviam apenas com o fruto de seu trabalho, muitas vezes em situação de penúria; chamados pejorativamente de sans-culottes). Obs.: sans-culottes significa "sem culotes", um tipo de calças até os joelhos usadas pelos aristocratas.

Revolução burguesa: a Revolução Francesa é considerada um movimento burguês, pois os principais líderes revolucionários vieram da burguesia, sendo ela a classe mais beneficiada com os acontecimentos.
Principal causa da Revolução: entre as diversas causas políticas, sociais, econômicas e filosóficas da Revolução, pode-se apontar o conflito entre burguesia e aristocracia como a principal delas. De um lado, os burgueses, economicamente fortes, mas sem prestígio social nem poder político; do outro lado, os membros de uma aristocracia já decadente, mas altamente reacionária e firmemente apegada a seus privilégios, tais como a isenção do pagamento de impostos.
Outras causas da Revolução: 1) o despotismo dos reis franceses (Bourbon) que governavam sem qualquer limitação a seus poderes, fazendo o que bem lhes aprouvesse contrastando com as teorias liberais dos pensadores iluministas como Locke, Voltaire, Montesquieu e Rousseau; 2) a política mercantilista de interferência do governo na economia com regulamentos e monopólios que prejudicavam os interesses dos negociantes contrapondo com as novas teorias econômicas que preconizavam que o governo deveria interferir o mínimo possível nos negócios (os fisiocratas com seu famoso lema "laissez faire et laissez passer, le monde va de lui-même" e Adam Smith com o seu livro "A Riqueza das Nações"); 3) revolta dos camponeses contra as inúmeras obrigações feudais ainda vigentes e que muito os oprimiam, tais como os direitos de caça da nobreza e vários tipos de tributos medievais.
O fato que desencadeou o processo revolucionário na França foi o colapso financeiro decorrente das extravagâncias da realeza e da participação do país em dispendiosos conflitos militares como a Guerra dos Sete Anos e o apoio dado aos americanos na Guerra da Independência dos Estados Unidos.
Fases da Revolução:a reunião dos Estados Gerais pode ser considerada como o verdadeiro início da Revolução Francesa, que se desdobrou em quatro grandes fases: 1) Assembleia Nacional; 2) Assembleia Legislativa e Monarquia Constitucional; 3) Convenção Nacional e 4) Diretório.
Conseqüências: apesar do radicalismo e dos muitos excessos, a Revolução Francesa produziu bons frutos. Entre eles, pode-se citar: 1) criação de um forte ideal de liberdade entre os povos; 2) golpe profundo nas monarquias absolutistas; 3) eliminação dos últimos resquícios do Feudalismo e do Mercantilismo; 4) separação da Igreja e do Estado; 5) crescimento da burguesia nas esferas política e social; 7) liberdade de imprensa; 8) estabelecimento de um novo sistema padrão de pesos e medidas (sistema métrico).
maio de 1789 a setembro de 1791Revolução FrancesaAssembleia Nacional é a primeira fase da Revolução. Este período se estende da reunião dos Estados Gerais até a Constituição de 1791.
5 de maio, 1789Revolução FrancesaLuís XVI abre a primeira sessão dos Estados Gerais em Versalhes com a presença de 1145 deputados: 291 do clero (Primeiro Estado), 270 da nobreza (Segundo Estado) e 584 do Terceiro Estado.
O sistema de votação adotado nos Estados Gerais era o de um único voto para cada classe. Como o Primeiro Estado e o Segundo Estado tinham, basicamente, os mesmos interesses, seus votos eram coincidentes, ocasionando a derrota do Terceiro Estado, mesmo tendo esse a maioria no número de deputados. Assim, no início dos trabalhos dos Estados Gerais, o Terceiro Estado pleiteou que o voto passasse a ser individual e, não mais em bloco, o que levou a um impasse.
20 de junho, 1789Revolução FrancesaJuramento da Sala do Jogo da Pela: com o impasse no sistema de votação, o rei interveio e mandou fechar o salão onde os deputados se reuniam. Mas, os representantes do Terceiro Estado se retiraram para uma outra sala próxima, usada para o jogo da "pela" (espécie de tênis em ambiente fechado) e, sob a liderança de Mirabeau e do abade Sieyès, fizeram um juramento de não se separarem até que conseguissem estabelecer uma constituição para o país.
9 de julho, 1789Revolução FrancesaAssembleia Nacional Constituinte: a bancada do Terceiro Estado nos Estados Gerais se autoproclama assembleia constituinte.
14 de julho, 1789Revolução FrancesaTomada da Bastilha: o povo invade a Bastilha, antiga fortaleza transformada em prisão política, em busca de armamentos e acaba por destruí-la.
A Queda da Bastilha se tornou no evento emblemático da Revolução Francesa, já que a prisão era um forte símbolo da monarquia absolutista.
julho a agosto, 1789Revolução FrancesaGrande Medo: assim foi chamado o período em que os camponeses, impacientes com a demora na implantação das reformas previstas, passam a atacar castelos, casas senhoriais e mosteiros, assassinando aristocratas, burgueses e muitos proprietários de terras no interior da França.
4 de agosto, 1789Revolução FrancesaPrimeiras reformas: Assembleia Nacional elimina muitos dos resquícios do velho regime suprimindo privilégios e obrigações feudais ainda existentes. Entre as prerrogativas da aristocracia que foram extintas estavam a isenção de pagamento de impostos, os direitos de caça, o monopólio dos altos cargos e o direito de exigir prestação de serviços aos camponeses.
26 de agosto, 1789Revolução FrancesaAssembleia Nacional Constituinte aprova a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que seria o texto introdutório da Constituição a ser elaborada. Inspirada nas idéias iluministas e na Declaração de Independência dos Estados Unidos, a declaração francesa, proposta pelo Marquês de La Fayette, expressava os ideais fundamentais da Revolução: liberdade, igualdade e fraternidade.
outubro, 1789Revolução FrancesaPovo marcha para Versalhes, invade o palácio e exige a ida do rei e da rainha para Paris, onde passam a residir no Palácio das Tulherias.
O desenrolar dos acontecimentos na França vinha espalhando grande apreensão entre as monarquias européias. Numerosos aristocratas franceses que fugiram do país (émigrés) procuravam influenciar os governantes estrangeiros do perigo que representava a expansão da Revolução. A rainha austríaca Maria Antonieta, esposa de Luís XVI, fazia insistentes apelos a seus pais (Francisco I e Maria Teresa da Áustria), imperadores do Sacro Império Romano-Germânico, para virem em socorro do rei francês.
junho, 1790OceaniaChega à Austrália uma frota de 4 navios ("Second Fleet") trazendo mais condenados da Inglaterra para New South Wales.
20 a 25 de junho, 1791Revolução FrancesaTentativa de fuga da família real: Luís XVI e família tentam escapar do país, mas são reconhecidos e presos por camponeses armados em Varennes, próximo à fronteira da Bélgica (na época, Países-Baixos Austríacos), sendo conduzidos de volta a Paris.
agosto, 1791Revolução FrancesaDeclaração de Pilnitz: Áustria e Prússia declaram que a restauração da ordem na França e dos direitos reais era uma questão de interesse a todos os soberanos europeus.
setembro, 1791Revolução FrancesaConstituição de 1791: Assembléia Constituinte termina seus trabalhos e promulga uma constituição que limita os poderes do rei transformando a França em uma monarquia constitucional.
Embora fosse a primeira experiência liberal na França, a Constituição de 1791 era, nitidamente, voltada para os interesses da burguesia. Por exemplo: para ser elegível a cargos do legislativo, o cidadão necessitava possuir uma razoável fortuna e só poderia votar quem se dispusesse a pagar um determinado valor.
13 de setembro, 1791Revolução FrancesaLuís XVI formaliza sua aprovação à nova Constituição.
outubro 1791 a setembro 1792Revolução FrancesaAssembléia Legislativa e Monarquia Constitucional é a segunda fase da Revolução. Esse período se estende da aprovação da Constituição de 1791 até a eleição da Convenção Nacional.
A denominação das tendências políticas  (esquerda, centro e direita) deriva da localização dos deputados nesta Assembleia Legislativa de 1791.

Os 745 deputados ficavam assim distribuídos:

- Direita (264): Aristocratas monarquistas (constitucionais ou conservadores); defensores da realeza e contrários à agitação popular; entre eles estavam os chamados de “girondinos” (deputados do departamento da Gironde), um grupo que defendia os interesses comerciais da alta burguesia

- Centro (345): Formavam um grupo chamado a "Planície" ou o “Pântano (marais) que não se alinhava nem com a “direita” nem com a “esquerda”

- Esquerda (136): Chamados de “Montanheses”. sendo normalmente membros do partido jacobino (Robespierre) ou do partido dos cordeliers (Danton); em sua maioria, eram pequenos burgueses com apoio dos “sans-culotte” (operários, artesãos, camponeses); radicalmente antimonarquistas e anticlericais, favoráveis à implantação da república e à adoção de profundas medidas de transformação social



20 de abril, 1792Revolução FrancesaFrança declara guerra à Áustria, iniciando o período em que os revolucionários são obrigados a lutar contra as monarquias europeias.
25 de julho, 1792Revolução FrancesaManifesto do Duque de Brunswick, comandante prussiano do exército austro-prussiano aliado contra a França, exorta os franceses a se submeterem, imediatamente, ao rei. Quando essa ameaça se torna de conhecimento público, instaura-se uma grande fúria contra a monarquia e a situação política se radicaliza.
10 de agosto, 1792Revolução FrancesaJornada, Insurreição ou Massacre de 10 de agosto: Revolucionários invadem o Palácio das Tulherias onde se encontrava a família real e entram em luta contra a guarda palaciana. A turba enfurecida saqueia o palácio, matando a maioria dos criados e guardas. Estima-se que cerca de 600 pessoas tenham sido mortas. O rei, a rainha e seu filho fogem pelos jardins do palácio e se refugiam na Assembleia Nacional.
agosto, 1792Revolução FrancesaAssembléia Legislativa ordena a eleição de uma Convenção Nacional para elaborar uma nova constituição.
setembro 1792 a outubro 1795Revolução FrancesaConvenção Nacional é a terceira fase e o período mais radical da Revolução se estendendo até a criação do Diretório. Este regime político aboliu a Monarquia, fundou a Primeira República Francesa, criou um novo calendário (chamado calendário revolucionário francês ou calendário republicano) e, a partir de setembro de 1793, instituiu um regime de Terror sob a liderança de Robespierre, contando com um Comitê de Salvação Pública e um Tribunal Revolucionário, entre outros órgãos e comitês voltados para atender os ideais revolucionários.
2 a 6 de setembro, 1792Revolução FrancesaMassacres de Setembro: mais de mil pessoas consideradas inimigas internas e suspeitas de atividades anti-revolucionárias são assassinadas.
20 de setembro, 1792Revolução FrancesaBatalha de Valmy: tropas austro-prussianas, defensoras das monarquias absolutistas e comandadas pelo Duque de Brunswick, invadem o território francês com o objetivo de combater a Revolução. Diante da ameaça de ataque a Paris, os líderes revolucionários (entre eles, os jacobinos Robespierre, Danton e Marat) distribuem armas à população e formam um exército para lutar contra a coligação. A batalha durou apenas um dia de troca de artilharia na localidade de Valmy, após o qual, os invasores decidiram se retirar. Embora não tenha sido uma vitória significativa em termos militares, Valmy estabeleceu um marco importante na história da Revolução Francesa pelo fato de ter sido uma batalha lutada por um exército popular.
21 de setembro, 1792Revolução FrancesaQueda da Monarquia: Convenção Nacional declara extinta a monarquia e proclama a Primeira República Francesa.
22 de setembro, 1792Revolução FrancesaEssa data marca o início do novo calendário revolucionário que passa a substituir o calendário cristão.
Nesse calendário, utilizado até 1805, os nomes dos meses correspondiam, aproximadamente, às características temporais: Vendémiaire (vindima); Brumaire (brumas); Frimaire (geada); Nivôse (neve); Pluviôse (chuva); Ventôse (vento); Germinal (germinação); Floréal (floração); Prairial (prados); Messidor (colheita); Thermidor (calor); Fructidor (frutas).
11 de dezembro, 1792Revolução FrancesaComeça o julgamento de Luís XVI, acusado de traição por negociar com outros países a invasão da França com objetivo de extinguir o movimento revolucionário e restaurar a monarquia.
21 de janeiro, 1793Revolução FrancesaLuís XVI é guilhotinado na Place de la Révolution (obs.: antes da Revolução, essa praça se chamava Praça Luís XV; atualmente é a Place de la Concorde).
13 de julho, 1793Revolução FrancesaJean-Paul Marat, um dos grandes nomes da Revolução, porta-voz dos jacobinos, é assassinado por Charlotte Corday, militante do partido dos girondinos.
Marat foi um dos grandes defensores do proletariado, tendo sido diretor do jornal "L'Ami du Peuple" que, após a proclamação da república, passou a se chamar "Journal de la République Française". Na última fase de sua vida, moveu uma campanha violenta contra os girondinos, acusando-os de agentes da burguesia e inimigos do povo.
1 de agosto, 1793Ciência e TecnologiaGoverno revolucionário francês adota o Sistema Decimal de Pesos e Medidas.
setembro 1793 a julho 1794Revolução FrancesaPeríodo do Terror: jacobinos, liderados por Robespierre, criam o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário encarregados de prender e julgar as pessoas consideradas traidoras.
O Comitê de Salvação Pública era formado por doze membros da classe média, todos extremamente radicais como Robespierre e Saint-Just. Durante o período do Terror, estima-se que cerca de 40 mil pessoas tenham sido executadas, sendo 17 mil guilhotinadas. O número de presos parece ter ultrapassado 300 mil! Esse período só terminou quando os próprios líderes do Terror (Robespierre e outros) foram também executados (28 de julho de 1794).
16 de outubro, 1793Revolução FrancesaRainha Maria Antonieta é guilhotinada.
novembro, 1793Revolução FrancesaTodas as igrejas de Paris são fechadas. A Catedral de Notre-Dame passa a ser chamada de Templo da Razão.
5 de abril, 1794Revolução FrancesaGeorges Danton, importante líder revolucionário, um dos fundadores do partido jacobino e chefe do Comitê de Salvação Pública, é guilhotinado a mando de Robespierre, por defender uma posição mais moderada e combater o radicalismo do período do Terror.
8 de maio, 1794Revolução FrancesaAntoine Lavoisier, químico francês, morre na guilhotina.
Lavoisier, considerado o "pai da Química", ficaria célebre pela frase "na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".
28 de julho, 1794Revolução FrancesaRobespierre, Saint-Just e outros vinte jacobinos radicais são guilhotinados.
setembro, 1795Revolução FrancesaConvenção Nacional aprova uma nova constituição que ficou conhecida como Constituição do Ano III. O legislativo seria formado por duas entidades: o Conselho dos Quinhentos e o Conselho dos Anciãos (Senado) e o executivo exercido por um Diretório de cinco pessoas, indicados pelo Conselho dos Quinhentos e eleitos pelo Conselho dos Anciãos.
26 de outubro, 1795Revolução FrancesaConvenção Nacional declara-se dissolvida.
novembro 1795 a novembro 1799Revolução FrancesaDiretório: quarta e última fase da Revolução se estendendo até o Golpe de 18 Brumário quando Napoleão Bonaparte instituiu o Consulado.
Napoleão Bonaparte (1769-1821), general francês nascido na Ilha da Córsega, se tornou herói no período final da Revolução Francesa ao sair vitorioso em diversas campanhas militares entre os anos de 1796 a 1799. Em novembro de 1799, assumiu o governo como cônsul, no que ficou conhecido como Golpe de 18 Brumário (Brumário era o nome do mês pelo calendário adotado pela Revolução). Essa primeira fase de seu governo foi denominada Consulado (1799-1804). A segunda fase foi o Império (1804-1814). Após ser derrotado pelos exércitos aliados anti-napoleônicos, ele foi aprisionado na Ilha de Elba, mas conseguiu fugir e assumir novamente o governo francês por pouco tempo (Governo dos Cem Dias). Derrotado definitivamente na Batalha de Waterloo (junho de 1815), Napoleão foi deportado para a Ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, onde veio a falecer.
1796Revolução FrancesaSociedade dos Iguais: logo que a nova constituição foi promulgada, um jacobino radical chamado Graco Babeuf deu início a um movimento de oposição em que propunha uma sociedade onde todos possuíssem posses iguais através do confisco e redistribuição da fortuna dos ricos. Após uma tentativa frustrada de golpe, Babeuf e seus companheiros foram aprisionados , condenados por traição e executados em maio de 1797.
março de 1796 a dezembro de 1797Revolução Francesa / Era NapoleônicaCampanha de Napoleão Bonaparte na Itália: franceses derrotam os austríacos que ocupavam o norte da Península Itálica. As principais batalhas desta campanha foram: Ponte d'Arcole (novembro de 1796) e Rivoli (janeiro de 1797).
março, 1797Estados UnidosJohn Adams assume como segundo presidente norte-americano, governando o país até 1801. Seria o primeiro presidente a residir em Washington, DC.
outubro, 1797Ciência e TecnologiaAndré Jacques Garnerin, físico francês, salta de pára-quedas de um balão a 1000 metros de altura, em Paris, demonstrando a viabilidade de seu invento.
1798EconomiaThomas Malthus (1766-1834), economista inglês, publica "Ensaio sobre o Princípio da População", no qual expõe sua teoria de que os males da sociedade decorrem do excesso populacional. Segundo ele, esse problema se origina do fato de que "enquanto a população se expande em progressão geométrica, a produção de alimentos cresce apenas em progressão aritmética".
maio de 1798 a outubro de 1799França / EgitoCampanha de Napoleão no Egito: o objetivo do ataque ao Egito era prejudicar o comércio inglês com o Oriente feito através daquele país. Apesar de um brilhante começo, quando venceram as forças egípcias (mamelucos) na Batalha das Pirâmides (julho 1798), os franceses foram, logo em seguida (agosto de 1798), derrotados pelo almirante inglês Horatio Nelson na Batalha Naval do Nilo (também conhecida como Batalha de Aboukir). Em 1799, Napoleão retorna à França.
Os mamelucos eram soldados de uma milícia egípcia constituída por escravos turcos. Formaram uma casta militar, vindo a conquistar o poder no Egito. Em 1798, foram derrotados por Napoleão na Batalha das Pirâmides.
9 de novembro, 1799Revolução Francesa / Era NapoleônicaGolpe de 18 Brumário: Napoleão Bonaparte, com o apoio do povo (principalmente a burguesia) e do exército, dissolve o Diretório, pondo fim à Revolução Francesa.
dezembro, 1799Era NapoleônicaPromulgada a Constituição do Ano VIII que estabelece o Consulado. Esse novo governo seria composto por três cônsules, dos quais Bonaparte era o principal (primeiro cônsul).
14 de junho, 1800Era NapoleônicaBatalha de Marengo: exército francês derrota os austríacos, no Piemonte (norte da Itália).
15 de junho, 1800Estados UnidosCapital do país é transferida de Philadelphia para Washington, cidade recém-inaugurada.
c. 1800 a 1900MúsicaMúsica Clássica Romântica (romantismo): período em que predominam compositores que seguem mais os seus próprios sentimentos do que o formalismo de uma "escola musical". O nacionalismo está em voga, portanto muitos autores extraem sua inspiração de peças folclóricas de seus países. As formas musicais dominantes no romantismo são poemas sinfônicos, óperas, valsas, sinfonias, sonatas. O primeiro compositor clássico romântico foi o austríaco Franz Schubert (1797-1828). Entre os muitos compositores românticos, destacaram-se o polonês Frédéric Chopin (1810-1849); os alemães Johannes Brahms (1833-1897), Felix Mendelssohn (1809-1847), Robert Schumann (1810-1856) e Richard Wagner (1813-1883); o húngaro Franz Liszt (1811-1886); os russos Piotr Ilyich Tchaikovski (1840-1893) e Sergei Rachmaninoff (1873-1943); o austríaco, mestre das valsas, Johann Strauss Jr (1825-1899), o tcheco Antonin Dvorak (1841-1904); o francês Georges Bizet (1838-1875); o italiano Giuseppe Verdi (1813-1901); o norueguês Edvard Grieg (1843-1907); o finlandês Jean Sibelius (1865-1957).